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Programa “Integra RJ” debate desafios e avanços da Saúde no estado do RJ
Ao longo da manhã desta sexta-feira (3), especialistas da SES-RJ apresentaram paineis cinco paineis Proposta busca, por meio de um fórum, melhor o serviço prestado ao cidadão

Ao longo da manhã desta sexta-feira (3), especialistas da SES-RJ apresentaram paineis cinco paineis Proposta busca, por meio de um fórum, melhor o serviço prestado ao cidadão

Na manhã desta sexta-feira (3/10), o auditório da Secretaria de Estado de Saúde foi palco do Programa Integra RJ. A secretária de Estado de Saúde (SES-RJ), Claudia Mello, e o deputado federal Dr. Luizinho participaram da mesa de abertura, que teve a mediação do comunicador Francisco Barbosa, da Rádio Tupi. O evento busca a melhoria do atendimento prestado, por intermédio da participação coletiva de todos os setores da secretaria.

O evento, que foi desenvolvido em painéis, destacou a “Saúde Preventiva e Planejamento Familiar”, a “Pirâmide invertida: envelhecimento populacional e os impactos à saúde”, “Acesso à saúde durante toda a vida: da gestação aos cuidados paliativos”. Ocorreram também debates sobre regulação e tecnologia em saúde.

 A secretária, que está à frente da implantação da política de cuidados paliativos no estado, participou do painel 3: “Acesso à Saúde durante toda a vida: da gestação aos cuidados paliativos”, enfatizou a importância da prática junto às famílias.

 “O impacto que um cuidado paliativo bem feito pode ter na vida de uma família é imenso. E é verdade que a medicina também deve evoluir para abraçar essa perspectiva, permitindo que as pessoas vivam com dignidade até o fim”, frisou a secretária de Estado de Saúde.

 Para a pediatra e superintendente de Educação em Saúde, Fernanda Fialho, que atua no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IECPN), o tema merece reflexão e o “Integra RJ” permite essa possibilidade.

 “O cuidado paliativo, especialmente na pediatria, é um assunto que realmente merece mais atenção e discussão. Falar sobre a vida e o que podemos fazer para garantir que as crianças e suas famílias tenham qualidade de vida, mesmo em situações tão desafiadoras, é essencial”, afirmou Fernanda.

Programa "Acolhe"

A ginecologista Ana Teresa Derraik, responsável pelo Programa “Acolhe”, de prevenção da gravidez não desejada, disse que o espaço já realizou mais de 30 mil atendimentos, além de colocação de milhares de implantes subdérmicos em mulheres de vulnerabilidade social com idade entre 18 e 49 anos, além de outros métodos.

“Nós oferecemos um atendimento respeitoso e humanizado, que inclui consulta e roda de conversa. Lá explicamos cada detalhe dos métodos, como o implanon. Contraceptivo de longa duração, que por três anos libera doses de hormônio que impedem a gravidez da mulher. Contabilizamos 30 mil atendimentos realizados e a colocação de 27 mil implantes. Nosso serviço inspirou o Ministério da Saúde e outras unidades”, destacou a ginecologista.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o estado do Rio de Janeiro possui três milhões de idosos. A previsão para 2070 é que um em cada três brasileiros esteja nessa condição. Caio Souza, subsecretário de Atenção à Saúde, destacou as ações da secretaria para a terceira idade.

“A população está em processo contínuo de envelhecimento. Evento que provoca impacto por atendimento especializado. A Secretaria de Saúde possui o Hospital Estadual Eduardo Rabello, com 69 leitos, que é exclusivo para idosos. Temos ainda o IASERJ, com predominância de assistência para pessoas com 60 anos ou mais, além das unidades de retaguarda: Ricardo Cruz e João Batista Cáffaro. O Plano Estadual da Pessoa Idosa será finalizado em 2026, sendo um importante aliado nessa linha de cuidados”, enumerou Caio Souza.

Regulação

Durante o Painel 4, a superintendente de Regulação Médica do Estado do RJ, Kitty Crawford, discorreu sobre o Centro de Inteligência em Saúde (CIS), na palestra “Tecnologia a serviço da saúde: como o CIS revolucionou a regulação no estado do RJ”.

Acompanhada da assistente virtual Serena, Kitty elencou a performance do CIS junto à regulação de procedimentos de alta e média complexidade, além de consultas.

 “A comunicação e o acompanhamento dos casos são essenciais para garantir que os pacientes compareçam às consultas. Nossa ideia agora é usar um chatbot para responder dúvidas, pois ele pode agilizar o atendimento e liberar a equipe para focar em casos mais complexos”, disse a Superintendente de Regulação