Proposta é entregar, por meio digital, laudos de biópsias suspeitas em cinco dias
O Rio de Janeiro é o terceiro estado do Brasil a conhecer o programa "Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer”, do Governo Federal, integrado ao “Agora Tem Especialistas”. A apresentação aconteceu nesta quarta-feira (17/09), na sede da Secretaria de Estado de Saúde, e contou com a participação da secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, de representantes da A.C. Camargo Cancer Center, instituição privada que atua no programa Proadi-SUS, e técnicos do Ministério da Saúde. O objetivo da proposta é reduzir a fila ao acelerar o diagnóstico oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS), através de tecnologia digital de ponta, ao disponibilizar o parecer médico de forma ágil.
A estrutura da A.C. Camargo, que começou a funcionar em julho de 2025, tem capacidade para emitir até mil laudos por dia (400 mil por ano), diminuindo o tempo de espera de 25 para até cinco dias úteis, o que corresponde a 80% de redução. O Instituto Nacional de Oncologia (INCA) também é parceiro do projeto, que prevê ainda qualificação de profissionais e intercâmbio a ser feito pelo Cancer Center, localizado em São Paulo. Além do RJ, o projeto já foi apresentado em Mato Grosso e Pará.
Claudia Mello, secretária de Estado de Saúde, destacou a importância do “Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer” na investigação precoce da doença, redução de casos e tratamento oportuno.
“O estado do Rio de Janeiro está aberto a novas experiências para ajudar no diagnóstico precoce da doença, que é um desafio para o Brasil. Para isso, é importante o uso de ferramentas tecnológicas que reduzam o tempo de espera, permitindo que os pacientes tenham acesso ao tratamento mais cedo”, avalia a Claudia Mello.
O projeto, na opinião do subsecretário de Atenção à Saúde, Caio Souza, é uma iniciativa relevante porque amplia o acesso a laudos oncológicos rápidos e seguros para pacientes que buscam tratamento.
“A iniciativa apoia os estados ao expandir a capacidade de diagnóstico, por meio de uma rede de apoio aos municípios. Tudo com qualidade de excelência na execução de telelaudos, por meio de análises patológicas das amostras suspeitas de câncer”, declarou Caio Souza.
Samara Kielmann, gerente de Impacto Social da A.C. Camargo Cancer Center, disse que não há a intenção de substituir os contratos vigentes existentes, mas atuar nos gargalos ao processar e analisar as biópsias oncológicas de todo o Brasil.
“Vamos receber as amostras, sem risco biológico, por Sedex. As que tiverem risco, por transporte terrestre, e as com tempo determinado, por via aérea. Esse é o primeiro encontro de uma série que precisamos para colocar o projeto em execução que é complementar ao existente”, explicou Samara Kielmann.
Eline Mendonça, do Ministério da Saúde, disse que o "Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer” visa apoiar os territórios num grande processo de articulação de diagnóstico e tratamento da doença.
“A proposta é realizar um força-tarefa para que haja a emissão dos laudos de forma remota, com acesso a todos os municípios do Brasil em poucos dias, acelerando o tratamento, garantindo assim oportunidades iguais para todos”, destacou Eline Mendonça.