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Secretaria de Estado de Saúde promove fórum de sobre direitos sexuais e reprodutivos
Evento foi oportunidade para debater a criação dos planos municipais sobre o tema e ampliação de políticas de saúde pública

Evento foi oportunidade para debater a criação dos planos municipais sobre o tema e ampliação de políticas de saúde pública

Na tarde desta quarta-feira (10/09), a Secretaria de Estado de Saúde promoveu o Fórum de Direitos Sexuais e Reprodutivos, voltado aos gestores de saúde municipais do Rio de Janeiro. Na ocasião, foram debatidas as diretrizes que amparam as políticas de saúde reprodutiva em cada localidade. O objetivo é ampliar o acesso aos métodos contraceptivos, a qualidade do pré-natal e, assim, reduzir os riscos relacionados à gravidez.

A superintendente de Atenção Primária à Saúde do estado, Halene Armada, pontuou a importância de se pensar as políticas reprodutivas centradas na preservação da saúde.

“O objetivo dos nossos debates é a ampliação do acesso à saúde, como uma garantia de dignidade à nossa população. No assunto de direitos reprodutivos, precisamos pensar estratégias que cuidem das gestantes — ao ampliar a oferta e qualidade do pré-natal — mas que garantam também o direito de não gestar. Isso só se torna possível quando falamos sobre os métodos contraceptivos disponíveis no SUS”, frisou a superintendente.

De acordo com o coordenador de Saúde da Mulher, Antonio Braga, cerca de 80% das gestações no Brasil não foram planejadas. O indicador revela que, apesar do fortalecimento de pactos como a Rede Alyne, ainda é necessário posicionar homens e mulheres como protagonistas do planejamento reprodutivo.

“Temos de pensar nas gestações como um fenômeno social. Ao desenhar planos sobre direitos reprodutivos, pensamos nos fluxos cotidianos como o acesso aos métodos. Entretanto, engravidar não deve ser a sina ou o fardo das nossas mulheres, e sim uma escolha”, destacou Braga.

Em um segundo momento, os representantes debateram os direitos de adultos, jovens e adolescentes. Bem como as diretrizes para o acesso ao DIU, ao implante subdérmico, à pílula do dia seguinte e aos anticoncepcionais no SUS. No fim da tarde, houve um amplo diálogo entre os municípios do estado sobre as realidades que encontram e as experiências no âmbito dos direitos reprodutivos.