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SES-RJ participa de reabertura do BioParque na Quinta da Boa Vista
Superintendente explica como funcionou acompanhamento de pessoas que tiveram contato com as aves contaminadas no zoológico

Superintendente explica como funcionou acompanhamento de pessoas que tiveram contato com as aves contaminadas no zoológico
 

A superintendente de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), Silvia Carvalho, participou nesta quarta-feira (20/08) do anúncio oficial da reabertura do BioParque do Rio, na Quinta da Boa Vista. A especialista explicou o procedimento da SES-RJ assim que foi acionada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Agropecuária e Abastecimento, após a morte de 18 galinhas-d’angola, por gripe aviária, no espaço denominado Savana Africana do Zoológico do Rio. O espaço será reaberto ao público nesta quinta-feira (21/08). O local estava fechado desde julho, por medida preventiva.  
 

Segundo Silvia Carvalho, 38 pessoas tiveram contato com as aves contaminadas e passaram por monitoramento, em parceria com as secretarias municipais de saúde. Apenas oito pessoas apresentaram algum tipo de sintoma gripal. Ela explicou que foi feita, então, a coleta de material desse grupo com sintomas e os resultados mostraram que não havia contaminação humana por gripe aviária, com descarte baseado em exames laboratoriais. Ela informou que os sintomas apresentados foram provocados por outros tipos de vírus.

"Temos um fluxo de comunicação de monitoramento de casos muito próximo com a Secretaria de Agricultura, diante de qualquer suspeita de influenza aviária. Todos os indivíduos expostos às aves suspeitas são monitorados por um período e, quando apresentado algum sintoma, é acionado o protocolo de avaliação de casos suspeitos", afirmou Silvia Carvalho.
 

O superintendente de Defesa Agropecuária da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Paulo Henrique Moraes, ressaltou a atuação em parceria dos órgãos envolvidos para tomar as medidas necessárias. Segundo ele, todos os protocolos foram adotados para desinterdição e reabertura segura do BioParque. 

Valquíria Cortes, coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola, destacou que com o protocolo de atuação a comunicação do problema é feita imediatamente. Ela explicou que a interdição das áreas do zoológico foi necessária por questões de segurança dos frequentadores e dos funcionários. Mas afirmou que o risco de contaminação por gripe aviária para a saúde humana é muito baixo.  

O diretor-técnico do Grupo Cataratas, gestor do Bioparque, Marcos Traad, ressaltou que foram muito bem orientados por profissionais técnica e cientificamente preparados para lidar com a situação.