Especialistas e representantes de entidades civis debatem propostas e experiências no Agosto Laranja
O Seminário Estadual Integração Intersetorial no Enfrentamento da Tuberculose no Estado do Rio de Janeiro deu a largada nas atividades do chamado Agosto Laranja. O evento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) nesta sexta-feira (1º/08) reuniu especialistas e representantes da sociedade civil que atuam na área para debater propostas e apresentar experiências e ações de combate à doença em municípios fluminenses. O seminário também marcou o Dia Estadual de Conscientização e Mobilização no Combate à TB, celebrado em 6 de agosto.
"O estado do Rio tem um grande desafio que é melhorar os indicadores de incidência da tuberculose. Temos que enaltecer as parcerias intersetoriais desenvolvidas para combater a doença. A Saúde sozinha não resolve o problema, precisa do apoio de outras secretarias para garantia de direitos e apoio a maior adesão ao tratamento das pessoas", afirmou o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Mário Sérgio Ribeiro, na abertura do debate, que ocorreu no auditório da secretaria.
O subsecretário destacou ainda os avanços do Plano Estadual de Controle e Eliminação da Tuberculose do Rio de Janeiro, que reúne estratégias voltadas à proteção social, com destaque ao Auxílio-Alimentação". Ele salientou que a iniciativa do estado pode servir de exemplo a ser adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Organizado pela Gerência de Tuberculose da SES-RJ, o evento contou com a participação de representantes de entidades parceiras no desenvolvimento de ações para prevenção e combate à doença. Marneilli Martins, gerente de Tuberculose da SES-RJ, ressaltou a importância da integração intersetorial no desenvolvimento das atividades.
Stephanie Barreto, superintendente de Proteção Social Básica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), destacou que a tuberculose é uma doença de forte determinação social" . "Por isso, o trabalho intersetorial deve avançar", defendeu.
A coordenadora de Vale-Social da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Renata Ignarra, também reforçou o papel da gratuidade do transporte no tratamento das pessoas com tuberculose. Sheila Rodrigues, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, destacou que o país tem meta de eliminar a tuberculose até 2030. E que o estado do Rio possui termo de compromisso com a Opas para ampliar as ações rumo à meta de eliminação da doença.
Ethel Maciel, consultora da SES-RJ para tuberculose, destacou que as condições sócio-econômicas, culturais e ambientais gerais são determinantes para a incidência da doença. Segundo ela, "a pobreza impacta no adoecimento por tuberculose e ainda deixa as pessoas mais pobres. Precisamos quebrar esse ciclo”, afirmou Ethel.
Representante do Ministério da Saúde, Tiemi Arakawa abordou a vigilância da tuberculose sob a vertente das iniquidades sociais.
Wanda Guimarães, representante do Fórum de Tuberculose do Rio de Janeiro, apresentou ações comunitárias realizadas há 22 anos. Ela ressaltou que são feitos trabalhos para tornar as informações mais acessíveis e simplificadas para a população. Maíra Guazzi, da Gerência de Tuberculose da SES-RJ, destacou a importância das ações intersetoriais e o envolvimento dos profissionais da área da assistência social.