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Secretaria de Estado de Saúde realiza reunião técnica sobre sarampo em Campos
Encontro foi com técnicos da Região Norte e reunião sete municípios do interior

Encontro foi com técnicos da Região Norte e reunião sete municípios do interior

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) promoveu na quinta-feira (17/07), na Faculdade de Medicina de Campos, uma reunião técnica com foco no sarampo para profissionais de saúde da região Norte. O encontro contou com a presença de representantes das áreas de Vigilância Epidemiológica, Imunização, Atenção Primária à Saúde, Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH) e Rede CIEVS.

A reunião teve como objetivo alinhar estratégias e reforçar a importância de ampliar as ações de vigilância, imunização e resposta oportuna frente aos casos suspeitos da doença.  Participaram do encontro as secretarias de saúde de São João da Barra, São Fidélis, Campos, São Francisco de Itabapoana, Carapebus e Macaé.

“É uma ação convocada para os municípios da região Norte. Nesta sexta-feira, será a vez da região Noroeste, na APAE de Itaperuna. Estamos fazendo esse movimento para discutir o cenário epidemiológico do sarampo e os procedimentos que devem ser adotados a partir de um caso suspeito. A resposta precisa ser imediata e não podemos esperar a confirmação do diagnóstico para iniciar as ações de controle”, explicou Keli Magno, gerente de Imunização da SES-RJ.

Para a assessora chefe da Vigilância Epidemiológica de Campos, Silvia Martins, o encontro foi fundamental para reforçar o papel da vigilância ativa, especialmente diante de casos suspeitos.

“É determinante garantir o alinhamento entre as equipes de vigilância epidemiológica, atenção primária, hospitais e imunização, a fim de aumentar a sensibilidade na identificação de casos suspeitos de sarampo, tanto nos atendimentos hospitalares quanto na busca ativa na comunidade. Outro aspecto essencial é a imunização, que representa a única forma eficaz de prevenção da doença. Além disso, diante de casos suspeitos, deve-se realizar o bloqueio vacinal em todos os contatos não vacinados, como medida de controle e contenção da transmissão”, afirmou Silvia Martins.

Durante a reunião, também foram discutidas questões relacionadas ao esquema vacinal. Profissionais de saúde, por exemplo, devem ter obrigatoriamente duas doses da vacina, independentemente da faixa etária. Além disso, foi reforçada a importância de manter a cobertura vacinal adequada em todos os públicos, com foco especial nas faixas etárias mais vulneráveis.