Ciclo de oficinas é voltado à atenção integral das crianças com SCZ e suas famílias
O estado do Rio de Janeiro foi palco nesta terça-feira (17/06) do primeiro dia do evento que vai encerrar o ciclo de oficinas do Projeto Primeiros Passos, voltado à atenção integral das crianças com Síndrome Congênita do Zika (SCZ) e suas famílias. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde de 10 estados do país, entre elas, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ).
O projeto, que surgiu para atender demandas das mães das crianças com a síndrome, tem como objetivo mapear os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis para atendimento e assistência às pessoas com SCZ. As oficinas realizadas em estados têm orientado na formação de gestores, profissionais de saúde, assistência social, educação, vigilância e movimentos sociais para garantir melhor atendimento.
A parceria também conta com a participação da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS/IFF/Fiocruz) para fortalecer a rede de cuidado às crianças.
"Temos que trabalhar para verificar onde estão as crianças com a Síndrome Congênita do Zika para entendermos e oferecer melhores condições de vida a elas e às famílias. O tema não envolve apenas a saúde, mas sim outros setores comprometidos com essa busca da qualidade de vida e assistência das crianças", afirmou Roberta Serra, coordenadora de Saúde da Criança da SES-RJ.
Pediatra e membro da Área Técnica de Saúde da Criança da SES-RJ, Rosane Siqueira lembrou o protagonismo do estado do Rio na criação de protocolos para diagnosticar a SCZ, quando o assunto ainda era novidade no país. Na ocasião, no período com maior ocorrência da doença entre 2015 e 2017, a SES-RJ, por meio do Instituto Estadual do Cérebro (IEC) Paulo Niemeyer, disponibilizou a realização de exames de imagens e outros serviços, o que ajudou na qualificação dos diagnósticos. Além disso, houve redirecionamento da rede de atuação para os atendimentos. Os exemplos foram adotados por seis estados do país.
A pediatra e pesquisadora Maria Elizabete Moreira defendeu que a prioridade no atendimento dos casos de crianças com Síndrome Congênita do Zika, principalmente para evitar que elas sintam dores decorrentes da doença. Luane Carvalho Costa, assessora técnica da Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, informou que atualmente existem 325 Centros Especializados em Reabilitação (CER) habilitados no país, sendo 18 no estado do Rio, para atendimentos.
Na parte da tarde, ocorreram oficinas temáticas, com rodas de apresentações e debates sobre as ações de identificação, monitoramento e acompanhamento das crianças com SCZ nos territórios. Nesta quarta-feira (18/06), as discussões continuam com dinâmicas de grupos, desdobramentos estratégicos e avaliação final.