Objetivo é que procedimentos como acupuntura, yoga, meditação e auriculoterapia integrem os planos municipais de saúde
Os avanços e desafios para implementação de procedimentos como acupuntura, yoga, meditação, auriculoterapia, reiki, tai chi chuan, massoterapia, shantala, entre outras, nos planos municipais de saúde das cidades fluminenses para garantir o bem-estar da população foram debatidos nesta quarta-feira (14/5) durante o 2º Workshop sobre Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no Âmbito do Estado do Rio. Os procedimentos integram a listagem de PICs, conforme diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.
No evento promovido pela Área Técnica de Práticas Integrativas e Complementares (ATPIC) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), foram apresentadas experiências de municípios que já adotaram algumas PICs. Entre os desafios, foram destacadas a necessidade de recursos para compra de insumos e a qualificação de pessoal na prestação dos serviços à população.
"Procuramos o tempo todo sensibilizar os gestores municipais para incluir as PICs nos planos municipais de saúde. É um esforço conjunto para promoção e prevenção da saúde no estado, seguindo orientação do Ministério da Saúde", afirmou Nice Santos de Carvalho, coordenadora da ATPIC, na abertura do evento, que ocorreu no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Centro do Rio.
De acordo com a coordenadora, a SES-RJ já realizou treinamento de pessoal nas nove regiões do estado e atualmente 56 municípios já adotaram PICs em suas políticas de saúde. O estado do Rio, informou, é o quarto colocado em realizações de procedimentos reconhecidos como Práticas Integrativas e Complementares.
Nice de Carvalho ressalta que, para a PIC ser considerada implementada, é preciso que o município faça, no mínimo, 6 procedimentos por ano, em pelo menos uma das práticas. Ela informou que somente em 2024, foram realizados 108.781 atendimentos de auriculoterapia; 14.996 de acupuntura com agulhas e 10.191 de massoterapia em todo o estado, entre outros.
Representantes das cidades de Mesquita, na Baixada Fluminense, de Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana, e de Niterói, na Região Metropolitana II, apresentaram suas experiências após adotarem as práticas. O município da Baixada começou com capacitação de profissionais para oferecer shantala e atualmente está em andamento a primeira turma de auriculoterapia para atendimento na rede de atenção primária. Já Cachoeiras começou as atividades em 2018 com procedimentos de fitoterapia e vem promovendo ações de rua para dar visibilidade às PICs.