Confira as respostas para as 11 questões mais comuns, desde os sintomas às medidas de prevenção; confira também dicas para evitar focos do mosquito/p>
Diante do aumento nos casos da dengue, a Secretaria de Estado de Saúde esclarece as dúvidas sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A principal medida de prevenção continua sendo o combate aos focos do mosquito.
“Em janeiro, instauramos a Sala de Situação da Dengue para avaliar mais de perto os cenários da doença no estado. A Secretaria observou que, em algumas cidades, o risco tem aumentado. Por isso, reforçamos que o combate aos focos é a nossa principal forma de prevenção. Com apenas 10 minutos por semana é possível checar e limpar os locais que acumulam água e evitar a proliferação do mosquito”, destaca a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Em 2025 já foram registrados 10.868 casos prováveis, 496 internações e 4 óbitos por dengue em todo o estado. Os dados estão disponíveis no Monitora RJ (www.monitorar.saude.rj.gov.br/painel-arboviroses).
Confira as principais perguntas e respostas:
O que são as arboviroses e como são transmitidas?
As arboviroses são doenças transmitidas por artrópodes, como mosquitos, e podem afetar humanos e outros animais. São comuns em regiões tropicais e subtropicais, como o Brasil. São exemplos de arboviroses: dengue, febre amarela, zika e chikungunya.
As arboviroses podem ser contraídas por qualquer pessoa?
Sim, podem ser contraídas por qualquer pessoa que tenha sido picada por um mosquito ou artrópode infectado por um vírus.
Todos que forem picados pelo Aedes aegypti vão desenvolver alguma doença?
Não necessariamente. O mosquito precisa estar infectado por algum vírus.
Quais os principais sinais da dengue?
Os principais sintomas são: febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares.
Quais são os sintomas da zika?
Vale relembrar que, em 2024, o estado do Rio de Janeiro não registrou casos de zika. E apesar de a maioria das infecções serem assintomáticas, os principais sintomas são: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos.
Quais sinais indicam chikungunya?
Os principais sintomas são: febre alta, conjuntivite, dor de cabeça, manchas e erupções na pele, cansaço e indisposição, mal-estar geral, náuseas e vômito, dores musculares. As alterações das articulações podem ser importantes, com inchaço, dor vermelhidão e limitação de movimentos.
O que fazer se estiver com suspeita de alguma dessas doenças?
É essencial buscar atendimento médico imediatamente. As UPAs estaduais estão abertas 24 horas por dia e os médicos estão preparados para administrar o tratamento correto. As unidades também têm materiais para realizar testes e identificar o vírus que causou a infecção.
É verdade que os mosquitos não voam para lugares altos?
Não. Já foram encontrados focos de mosquitos em locais elevados. Eles se deslocam por elevadores, vento e por ação do próprio homem.
Em quais locais devo procurar e eliminar focos do mosquito?
Em caixas d’água, calhas, galões, poços e locais que armazenam águas de chuva. Também podem estar em recipientes como pneus, pratos de xaxim, garrafas e baldes.
Por isso é importante fazer uma checagem de dez minutos por semana, para evitar que esses locais se transformem em criadouros do mosquito.
Dicas para evitar focos:
Guardar garrafas com a boca para baixo, ralos abertos devem ser vedados, bandejas de ar-condicionado e de geladeiras e congeladores devem ser inspecionadas; pratos de vaso de planta devem ser preenchidos com areia até a borda; lonas de cobertura devem ser esticadas, e as águas de piscinas e fontes devem ser tratadas com cloro.
Existem grupos de maior risco para as arboviroses?
Sim. São considerados grupos de risco: as gestantes, os adolescentes e os idosos. Se possível, use blusas de manga comprida e calças. O repelente também é um grande aliado. Telas e mosquiteiros também devem ser instalados em portas e janelas.
Como o Governo do Estado tem atuado no combate ao mosquito?
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro tem a campanha permanente “10 minutos salvam vidas”, que convoca a população para somar forças no combate ao mosquito Aedes aegypti.
Além disso, a SES-RJ tem realizado uma série de capacitações e visitas técnicas para apoiar a resposta à dengue nas nove regiões do estado.
Para conferir os níveis de risco da dengue na sua cidade, basta acessar o novo Monitora RJ disponível no portal da secretaria (www.monitorar.saude.rj.gov.br/painel-arboviroses).