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Saúde do RJ participa de Seminário Étnico-Racial nas Redes de Atenção à Saúde
Encontro aconteceu em Brasília com o objetivo de promover estratégias antirracistas no SUS

Encontro aconteceu em Brasília com o objetivo de promover estratégias antirracistas no SUS

Representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro participam nesta segunda e terça-feira, 16 e 17 de dezembro, do Seminário Equidade Étnico-Racial nas Redes de Atenção à Saúde, em Brasília-DF. Com o objetivo de promover ações e estratégias antirracistas no Sistema Único de Saúde (SUS), o encontro é promovido pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Ministério da Igualdade Racial (MIR) e Ministério dos Povos Indígenas (MPI).

Para a assistente técnica da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES/RJ, Gabrielle da Costa, o primeiro passo para a construção de uma sociedade antirracista é a perspectiva de que a população negra não é uma minoria. 

“Representamos mais da metade da população brasileira, não somos minoria. É muito importante que a gente admita isso enquanto gestores em saúde para que possamos juntos construir políticas públicas capazes de combater o racismo estrutural em nossos serviços, abrangendo a população e profissionais de saúde negros, pardos e indígenas”, afirmou.

No evento, estão sendo debatidas as Políticas de Saúde com Equidade Étnico-Racial, Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi) e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), com foco no fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde, incluindo a Rede Alyne, que atualiza a Rede Cegonha com foco antirracista e as Áreas técnicas em saúde materno-infantil e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei).

“O evento reforça as ações que já estamos realizando pela Superintendência de Atenção primária da SES-RJ, buscando matriciar os 92 municípios do nosso estado com vistas à redução de iniquidades a partir da análise epidemiológica do quesito raça-cor, a fim de fomentar o cuidado integral da população negra, com garantia de acesso seguro e eficaz, disse a superintendente de Atenção Primária da SES/RJ, Halene Armada. 

Para o coordenador da Área Técnica de Saúde da Mulher da SES-RJ, Antônio Braga Neto, o seminário foi importante para a qualificação das ações no enfrentamento das iniquidades que envolvem a atenção à população negra no estado do Rio de Janeiro. 

“No que tange a problemática da mortalidade materna, é fundamental entender que esse agravo em saúde acomete mais mulheres negras e pardas. A partir disso, elaborar políticas e ações que possam reconhecer essas vulnerabilidades e ofertar maior cuidado às pessoas que precisam de atendimento mais qualificado a fim de melhorar os desfechos desfavoráveis que historicamente tem acometido esse grupo populacional com mais frequência”, destacou.

No primeiro dia do evento foi apresentado um painel sobre equidade étnico-racial nas redes de atenção à saúde e uma conferência sobre enfrentamento à mortalidade materna, infantil e fetal, que apresentou experiências exitosas. Na terça-feira, a plateia foi dividida em grupos de trabalho que discutiram seis eixos temáticos, que incluíram saúde mental da população negra e letramento racial. Também participaram do encontro, as profissionais de saúde da SES/RJ, Maria Gilda de Oliveira, Maria de Lourdes Moura e Léa de Carvalho.