Fatores socioculturais, familiares e individuais, que começam na infância, têm peso ao longo de toda a vida do homem
A eliminação das diversas formas de violência, incluindo a de gênero, passa pelo cuidado integral à saúde do homem. Este foi um dos temas discutidos no XXXIX Fórum de Atenção Primária, promovido pela Secretaria de Estado de Saúde, que destacou a formação da masculinidade na perspectiva da prevenção da violência de gênero. O evento aconteceu nesta quarta-feira (11/12) e reuniu diversos especialistas para debater o tema.
"Os homens precisam de cuidados, assim como as mulheres. A construção da masculinidade é um processo influenciado por fatores socioculturais, familiares e individuais que começam na infância e se refletem ao longo de toda a vida. Por isso, essa temática precisa ser cuidada desde as fases iniciais do seu desenvolvimento, constituindo-se numa estratégia essencial de prevenção às violências pela atenção primária à saúde", destacou Halene Armada, superintendente de Atenção Primária à Saúde.
Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, explicou que o fórum busca fortalecer as estratégias da secretaria sobre um tema de grande relevância para a sociedade.
"Esta é uma luta importante para todos nós que somos gestores. Precisamos dar ênfase ao assunto e fortalecer as parcerias entre a saúde, a educação, a assistência social e outras áreas para construirmos uma rede de suporte efetivo. Precisamos cuidar da mulher e oferecer todo o apoio que ela merece", disse Mário Sérgio.
O grupo de teatro do Hospital Estadual Getúlio Vargas - composto por assistente social, psicólogo, enfermeiro, entre outros profissionais - apresentou uma peça, baseada em experiências reais do entorno da unidade, de violência à mulher. Na sequência, aconteceu a apresentação da Orquestra de Corda da Grota, de Niterói, que possui 23 integrantes. O projeto social, com 30 anos de existência, já fez apresentações no Brasil e no exterior.
Há 17 anos, o Brasil lidera o ranking de país, no mundo, que mais mata travestis e pessoas trans. Também foi destacado a identidade de gênero; os 25 anos da Campanha do Laço Branco no Brasil; relato de experiências exitosas no Hospital da Mulher Heloneida Studart e rede de proteção e garantia na prevenção e enfrentamento da violência de gênero.
Representantes dos 92 municípios do estado marcaram presença, assim como a Polícia Rodoviária Federal, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Instituto Fernandes Figueira e patrulha Maria da Penha.