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Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro promove Fórum sobre Câncer Bucal
Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro promove Fórum sobre Câncer Bucal

Evento alertou para prevenção da doença que registrou, somente no ano passado, mais de três mil casos


A coordenação de Saúde Bucal, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), promoveu, nesta quarta-feira (6/11), no auditório da SES, no Rio Comprido, o Fórum sobre Prevenção do Câncer Bucal, voltado para especialistas e coordenadores municipais da área de saúde bucal.

O evento é alusivo à Semana Nacional de Prevenção ao Câncer Bucal, celebrada de 1 a 7 de novembro, e destacou temas como o diagnóstico da doença, diferentes aspectos clínicos, detecção precoce e prevenção, entre outros assuntos relevantes para a área.

Um levantamento feito pelo laboratório da UFRJ apontou que, no ano passado, foram diagnosticados pouco mais de 3 mil casos de câncer bucal somente no estado do Rio de Janeiro. Entre as principais causas discutidas para o aumento do risco de câncer de boca estão fatores como o consumo excessivo de bebida alcoólica, o tabagismo, além do vírus HPV, que também é um vetor da doença.

Para a coordenadora da Área Técnica de Saúde Bucal da SES, Fabiana de Oliveira Dutra, esse tipo de evento é necessário para promover políticas públicas e reuniu grandes especialistas no auditório da secretaria para debater o tema, sob várias vertentes da odontologia.

“É um evento com múltiplas abordagens. O Fórum se direciona ao papel da patologia na identificação do câncer de boca, desordens orais como forma potencialmente malignas, a influência da atenção primária à saúde na prevenção, além da promoção à saúde integral do homem”, destacou Fabiana de Oliveira Dutra.

Também lembrado em novembro, a Saúde do homem foi um tema muito tratado no fórum, uma vez que diversas pesquisas apontam esse público como um dos mais afetados pelo câncer de boca.

O coordenador estadual da Área Técnica de Atenção Integral à Saúde do Homem, Giovani Dimas, afirmou que é necessário modificar a visão prejudicial dos homens sobre os cuidados à saúde.

“As mulheres são ensinadas desde criança a cuidarem da saúde, as meninas entram nas UBS com suas mães enquanto os meninos ficam do lado de fora jogando bola, como se aquele lugar não tivesse espaço para ele. Nós precisamos modificar esse cenário, reeducar a nossa população para conseguirmos cuidar dos homens e também garantir diagnósticos precoces”, afirmou o coordenador.

O evento contou com a presença de coordenadores de diferentes municípios, que aproveitaram a oportunidade para discutir no fórum as diferentes realidades locais.