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Visita de ministro da Saúde da Itália ao Instituto Estadual do Cérebro abre caminho para cooperação internacional
Visita de ministro da Saúde da Itália ao Instituto Estadual do Cérebro abre caminho para cooperação internacional

Orazio Schillaci se disse impressionado e manifestou interesse em atividades de trocas de experiências com centros de excelência italianos
 

 

A visita de uma delegação do ministério da Saúde da Itália ao Instituto Estadual do Cérebro (IEC) pode ser o primeiro passo para um programa de cooperação Brasil-Itália no estudo das mais complexas doenças neurológicas. O ministro da Saúde italiano, Orazio Schillaci, ficou admirado com as instalações e o trabalho realizado na unidade.

“Sei que o Brasil tem hospitais de excelência, mas fiquei muito impressionado com o que vi aqui. É realmente um instituto com tecnologia de ponta. Acredito que podemos colaborar com os muitos centros de excelência que temos na Itália para desenvolver protocolos de cuidado compartilhados e melhorar a assistência aos pacientes”, declarou Schillaci depois de um encontro na unidade com a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, e o diretor do IEC, o neurocirurgião Paulo Niemeyer.

“É uma honra mostrar o que temos de melhor no SUS e estreitar os laços. Essas visitas abrem portas para a cooperação com outros países que são importantes para o desenvolvimento da medicina pública de qualidade. Temos uma área específica de educação e pesquisa na Secretaria de Saúde, pela qual podemos promover intercâmbio de pessoas, de tecnologia, e de pesquisas coordenadas entre o Brasil e a Europa, no caso a Itália”, afirmou a secretária.

A comitiva, que contou também com o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e o cônsul-geral da Itália no Rio de Janeiro, Massimiliano Iacchini, conheceu avanços tecnológicos, como o Gamma Knife, aparelho de radiocirurgia que cura tumores sem a necessidade de cortes, pesquisas para a cura do câncer realizadas no instituto e casos de sucesso, como a separação de dois gêmeos que nasceram unidos pelo cérebro com uma série de cirurgias que durou dois anos.  

“É uma visita muito importante para o instituto. Quando recebemos delegações estrangeiras, elas ficam encantadas ao ver toda essa tecnologia, toda a dedicação e os resultados que atingimos. E o que temos aqui, mostramos com muito orgulho. É um hospital exclusivamente para o SUS, um exemplo de qualidade”, avaliou Niemeyer.