Como parte das comemorações pelo Setembro Verde, mês que ressalta a importância da doação de órgãos, o Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, promoveu nesta quinta-feira (26) uma série de eventos para marcar a data. O hospital é o primeiro no ranking de captação de órgãos e tecidos na Região dos Lagos.
A programação pelo Dia Nacional da Doação de Órgãos do HERC teve início com a apresentação do Coral Doação e Voz, formado por funcionários do hospital, em homenagem aos doadores. No Momento Gratidão, doadores e receptores deram depoimentos e, por fim, as mudas de jasmim foram plantadas no Jardim do Doador.
Nos primeiros meses deste ano, a equipe do CIHDOTT do hospital captou 41 órgãos, entre eles, coração, fígado, rins, pulmões, córneas, ossos e tecidos. Com o trabalho de busca ativa, o hospital está em primeiro lugar no ranking das notificações de casos com suspeita de morte encefálica da DPO Regional de Itaperuna.
Há dois anos, o HERC ganhou o Jardim do Doador de Órgãos. O espaço é uma homenagem às famílias que disseram "sim" à doação, à renovação da vida, num ato de solidariedade e amor a pessoas desconhecidas, mas que têm no transplante a única chance de seguirem em frente.
O jardim segue o mesmo formato do Jardim do Doador do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, criado em 2013, para acolher e confortar famílias que decidem doar órgãos de parentes. Por meio de um plantio de mudas de jasmim, o projeto busca transmitir a mensagem de que a doação, da mesma forma que as plantas, podem dar frutos e flores.
Instalado em uma área de cerca de 100 metros quadrados em frente ao hospital, o Jardim do Doador da unidade vai além das homenagens.
- É uma área de acolhimento às famílias com pacientes em suspeita ou já confirmados de morte encefálica - explica a enfermeira Michele Guedes, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da unidade.
Formadas por uma equipe multidisciplinar de saúde, os CIHDOTTs são responsáveis por identificar possíveis doadores nas unidades de saúde, sendo acionados sempre que há um paciente com o diagnóstico de morte encefálica em andamento. São eles que orientam e explicam aos familiares como se dará o processo de doação.
- A família tem o direito de decidir pela doação ou não. Temos que esclarecer todas as dúvidas e enfatizar a importância da doação, sempre com empatia e respeito – reforça Michele.
Referência no atendimento a pacientes com múltiplos traumas para nove municípios da Região dos Lagos, o hospital conta hoje com o segundo Centro de Trauma do Estado. Os pacientes recebidos pelo hospital, por meio da Central de Regulação, vêm dos municípios de Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Rio das Ostras, São Pedro D'Aldeia e Saquarema.