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Vapes viram escultura lúdica em exposição da Secretaria de Estado de Saúde na CasaG20
Vapes viram escultura lúdica em exposição da Secretaria de Estado de Saúde na CasaG20

No Dia Mundial do Pulmão, SES-RJ reforça alerta para os riscos dos cigarros eletrônicos

 

A Secretaria de Estado de Saúde lançou nesta quarta-feira (25/09), durante o evento “Saúde – Inovação e Inteligência Artificial Aplicada na Saúde”, uma exposição que alerta para os perigos do uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vape. A mostra, que acontece na CasaG20, faz parte da campanha ‘Vape é Jogo Sujo’ e inclui uma escultura em formato de pulmões construída com dispositivos descartados pela população e telas criadas com recicláveis.

‘’No Dia Mundial do Pulmão, a Secretaria de Estado de Saúde ocupa a CasaG20 para falar de inovação e alerta para o perigo que os cigarros eletrônicos representam, especialmente para adolescentes e jovens. Ao longo dos últimos anos, temos combatido o tabaco, agora chegou a hora de juntarmos esforços para dizer não a esses dispositivos, que são tecnológicos e atraentes, mas podem matar”, afirmou a secretária de estado de Saúde, Claudia Mello.

A exposição está disponível na CasaG20 até amanhã (26) e depois vai circular pelo estado em ações de Educação em Saúde. As obras foram criadas pelos artistas André Rongo, responsável pela escultura e por Alfredo Borret, que produziu as telas.

“A escultura se tornou algo marcante na minha vida porque tenho familiares que usam vapes. Estou lisonjeado por trazer a minha arte sustentável através dessa parceria com a SES, mostrando não só para o nosso estado, mas para o Brasil e para o mundo a importância de preservarmos o meio ambiente e também o ser humano”, disse André Rongo.

Campanha ‘Vape é Jogo Sujo’

Iniciada em agosto deste ano, a campanha contra o uso do vape já passou por estações de trem e metrô e segue instalada na Universidade Iguaçu (Unig), em Nova Iguaçu.  Os usuários de vape podem descartar os dispositivos em urnas. Até amanhã, a CasaG20 terá uma urna disponível.

Danos à saúde

Assim como o cigarro convencional, o eletrônico é motivo de preocupação de especialistas da saúde no mundo. É visto por especialistas em saúde pública como inimigo que pode ser ainda mais nocivo. O objetivo da campanha  é promover o debate sobre o tema e esclarecer dúvidas sobre os malefícios causados pelos dispositivos.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca que o uso do aparelho aumenta em mais de três vezes o risco de experimentação de cigarros convencionais. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque os dispositivos eletrônicos que contêm nicotina podem levar à dependência dessa substância, o que leva os usuários a buscarem os produtos convencionais de tabaco.

A última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) - realizada por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o apoio do Ministério da Educação (MEC) - revelou que, em 2019, 16,8% dos estudantes de 13 a 17 anos já haviam experimentado o cigarro eletrônico; sendo 13,6% com idade entre 13 a 15 anos e 22,7% na faixa etária de  16 e 17 anos. A experimentação é maior entre os homens (18,1%) do que entre as mulheres (14,6%).

A Casa G20 ocupa a Casa Laura Alvim, na Av. Vieira Souto, 176, em Ipanema.

 

G20

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