A inovação em saúde foi um dos destaques da abertura do 47º Congresso Mundial de Hospitais. O evento realizado num hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, teve como foco avanços em inteligência artificial, tecnologia e operações hospitalares que estão transformando o setor. O Centro de Inteligência em Saúde (CIS) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) foi destacado como um avanço no monitoramento de emergências em saúde pública, tais quais epidemias e doenças emergentes, permitindo a identificação de possíveis surtos em tempo real e fornecendo informações cruciais em tempo hábil para tomadas de decisões por parte dos gestores.
O CIS, que completou um ano em julho, já é referência no Brasil em inteligência em saúde pelo SUS. O subsecretário de Atenção à Saúde do estado do Rio de Janeiro, Caio Souza, destacou que o centro é uma das maiores conquistas em saúde pública da população fluminense. Souza participou do evento representando a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, e o governador do Rio, Cláudio Castro, e defendeu o combate à desigualdade social como forma de garantir melhor acesso à saúde da população.
“Quando a gente fala em sustentabilidade, a gente fala em ESG, que nada mais é do que Saúde Ambiental, Social e Governança. Além disso, nós temos os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. Mas tem um objetivo principal aqui, que é combater a desigualdade social. Se a gente não conseguir melhorar a desigualdade social, a gente não consegue fornecer uma saúde de qualidade. O Estado está trabalhando fortemente para que a gente possa alcançar esses 17 objetivos e buscando melhorar sempre a saúde da população, que é o que mais importa.”, disse o subsecretário.
O tema do evento é “Aprendizagem global, ação local”. Dentre os principais tópicos estão: Liderança contemporânea; Inovação nos cuidados e operações hospitalares; e Sustentabilidade. *“A participação da Secretaria de Estado de Saúde é muito importante. Um dos nossos temas centrais é o custo da saúde. Com as inovações e os recursos modernos, o principal desafio é o financiamento dos sistemas público e privado. A gente precisa do governo federal, dos governos estaduais e municipais e da iniciativa privada para trazer discussões à tona e encontrar soluções juntos”, afirmou Graco Alvim Neto, presidente do congresso.*
Outras autoridades de saúde também compareceram a abertura do evento, como Paulo Rebello, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Adelvânio Francisco Morato, presidente da Federação Brasileira de Hospitais; Pedro Westphalen e o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços da Saúde do Congresso Nacional.
Reunião com o Reino Unido
Durante o congresso, o subsecretário teve um encontro com Aphrodite Spanou, diretora do Healthcare UK, órgão do governo britânico responsável por acordos de cooperação internacional em saúde. Eles discutiram a possibilidade de aplicação no Rio de Janeiro de soluções hospitalares utilizadas no Reino Unido. A delegação britânica quer enviar especialistas nas áreas de saúde digital, atenção primária, saúde mental e pediatria para conhecer a atuação da saúde estadual e oferecer propostas de cooperação e negócios.
Congresso acontece há quase cem anos
O Congresso Mundial de Hospitais (WHC2024, sigla em inglês) promete ser um marco na troca de conhecimentos e práticas inovadoras no setor de saúde. O evento tem como proposta conectar líderes e gestores de hospitais e de serviços de saúde de forma global para discutir as melhores práticas em liderança e gestão na prestação de cuidados em saúde. Esta é a segunda vez que o Rio recebe o WHC, a anterior foi em 2009
O evento coorganizado pela Federação Internacional de Hospitais (IHF. sigla em inglês) e pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) acontece na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, até 12 de setembro. A primeira edição foi realizada em 1929, em Atlantic City, nos Estados Unidos. O evento anual promove um ambiente de troca de experiências e apresentação de inovações. O congresso deve atrair 1.400 participantes de mais de 70 países.