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Curso de Formação Masculinidades e Paternidades Equitativas reúne mais de 100 gestores da Atenção Primária
Evento sobre a saúde do homem

Objetivo da capacitação foi promover o autocuidado e prevenir a violência contra as mulheres

 

Mais de 100 gestores e coordenadores da Atenção Primária à Saúde de todo o estado participaram, esta terça (27), do primeiro dia do Curso de Formação Masculinidades e Paternidades Equitativas. O evento foi realizado no auditório da Secretaria, no Rio Comprido, e teve como objetivo estimular o exercício da paternidade, incentivando a autoconfiança e a eficácia do cuidado, além de prevenir a violência contra as mulheres. O curso seguiu na quarta-feira (28), às 9h, com o tema “Pré-natal do Parceiro e Elaboração de Plano de Ação”.

 

No primeiro dia do encontro, foram debatidas as questões de gênero e masculinidade, paternidades e paternagem (quando o homem exerce a função de pai, suprindo as necessidades físicas e emocionais dos filhos), bem como aproximar o homem-pai do sistema de saúde.

 

“Masculinidade não é machismo. Dentro deste contexto, o homem precisa cuidar da saúde e fazer a prevenção contra as doenças, principalmente nos postos de saúde da Atenção Primária. Outro fator importante é ele entender o seu papel na família e não realizar violência contra a mulher”, disse Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde.

 

Halene Armada, Superintendente de Atenção Primária à Saúde, disse, na abertura do encontro, que o homem precisa realizar o autocuidado e que deve ser ouvido nas rodas de conversa.

 

“Precisamos deixar ele falar para compreender suas necessidades e cuidados. Temos que tratar os homens e as mulheres de forma igual, com proteção para todos, dentro de uma cultura de paz”, pontuou Halene Armada.

 

A antropóloga Bruna Martins, da Instituição Promundo, fez uma ponderação sobre gênero, masculinidade e projeção internacional ao longo dos anos. Disse também que existe uma questão social e cultural sobre o tema.

 

“Os homens são ensinados a procederem assim desde criança, refletindo uma expectativa da sociedade. A agressividade é uma forma de se afirmar entre seus pares. A menina deve aprender que o mundo externo é dela e o menino que o interno faz parte do seu universo”, evidenciou a antropóloga.