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Secretaria de Saúde realiza 1º Workshop de Práticas Integrativas e Complementares à Saúde (PICS)
Secretaria de Saúde realiza 1º Workshop de Práticas Integrativas e Complementares à Saúde (PICS)

A proposta é ampliar o uso dessas abordagens terapêuticas no Estado

 

Com intuito de apoiar e fortalecer a inclusão das PICS na Atenção Primária à Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) realizou o 1º Workshop com o tema: “Práticas Integrativas e Complementares no âmbito do estado do Rio de Janeiro: desafios e possibilidades”. O evento reuniu 76 profissionais de todo o estado e destacou a utilização das PICS para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida da população.

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde foram institucionalizadas no SUS em 2006, e trazem benefícios para a saúde física, mental e emocional. Quando integradas a medicina convencional, as PICS podem potencializar os resultados dos tratamentos de saúde.

De acordo com Nice Santos Carvalho, coordenadora da Área Técnica de Práticas Integrativas da SES (ATPI), as PICs constituem-se em técnicas de cuidados que oferecem qualidade de vida aos pacientes. Ela defendeu, no Workshop, o uso da cromoterapia, do reiki (equilíbrio energético do corpo pelas mãos do terapeuta) e dos florais na atenção primária à saúde dos municípios.

“Atualmente, as Práticas Integrativas e Complementares já estão implantadas em 50 cidades do estado do Rio de Janeiro. Nosso objetivo é que elas avancem e beneficiem cada vez mais pessoas da rede pública. Por isso, vamos realizar grupos de trabalho nas nove regiões administrativas do estado, cursos de capacitação de profissionais da atenção primária e qualificação em shantala, auriculoterapia e reiki”, destacou Nice Santos Carvalho.

Com histórico de PICs desde a década de 1990, com o projeto de fitoterapia, a coordenadora do programa de Duque de Caxias, Cristina Albuquerque, disse que o município realizou, em 2023, mais de 11 mil atendimentos em auriculoterapia e florais.

“Começamos com o projeto de fitoterapia, que foi desenvolvido até 2008. Depois, implantamos a terapia de floral, a homeopatia e, em 2010, lançamos o uso da auriculoterapia no controle do tabagismo. O que trouxe um importante resultado, pois reduziu o nível de ansiedade dos usuários, o que possibilitou aumento na adesão ao tratamento. Hoje, a auriculoterapia é o nosso carro-chefe com mais de 10 mil atendimentos realizados em 2023”, comemora Cristina Albuquerque.
Telma Costa da Silva, coordenadora de saúde da Mulher de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, percorreu mais de 300 km para participar do encontro.

“É uma oportunidade única de implantar um atendimento que ainda não existe na minha cidade. Este foi meu propósito ao participar deste Workshop, em que busco conhecimento e troca de experiência. Pelo que vi, a shantala - que é uma técnica indiana de massagem – é a mais indicada para Porciúncula”, afirmou.