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HEC realiza cirurgia rara para separar irmãs siamesas
HEC realiza cirurgia rara para separar irmãs siamesas

Trigêmeas já estão em casa para passar o Natal

 

 Uma história que terminou com final feliz no dia 26 de novembro de 2019. Um caso de sucesso e único na medicina brasileira. Gabriela, Raphaela e Isabela são trigêmeas – só que duas das irmãs nasceram siamesas, ligadas pela barriga. A cirurgia de separação delas foi realizada no Hospital Estadual da Criança (HEC) e, agora, essas pequenas guerreiras estão em casa para um feliz Natal.

A gestação trigemelar foi descoberta com cinco meses, num exame de ultrassonografia, realizado em Volta Redonda, na região do Médio Paraíba. Nesse momento, a mãe das crianças, Sarah da Silva, de apenas 22 anos, teve outra surpresa: descobriu que duas das bebês eram siamesas – ligadas pelo tórax.

Segundo Sarah, logo após o nascimento de Isabela, em 3 de fevereiro deste ano, a única irmã que nasceu separada, ela recebeu alta e foi para casa. A família mora em Rio Claro, no sul do estado. Já as outras duas irmãs foram encaminhadas para o HEC, em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio, com apenas nove dias de vida. Elas foram preparadas para a cirurgia por cinco meses, até o dia 5 de julho, quando já tinham peso suficiente para a realização do procedimento.

Mais de 50 profissionais de saúde e uma equipe médica coordenada pelo cirurgião Francisco Nicanor Macedo, estiveram envolvidos. “Trata-se de uma má-formação congênita, rara – duas siameses e outra criança separada em uma mesma gestação”, explicou o médico cirurgião da unidade.

No hospital, uma equipe se desdobrou para que as duas meninas, que nasceram apenas com 1 kg 790 gramas (cada), ganhassem peso e estivessem em condições para a cirurgia. Elas eram viradas a cada duas horas para evitar escaras, e todo um conjunto de medidas foram tomadas para evitar o risco de infecção.

Durante toda essa trajetória, a família se mudou para a casa de uma freira nas proximidades do hospital. O pai, Agnaldo da Silva Oliveira, de 29 anos, acabou perdendo o emprego. Passou a dividir com a mãe os cuidados com Isabela que estava em casa, e a revezar as noites no hospital cuidando de Raphaela e Gabriela.
Todo o processo levou 9 meses até a alta. Para Sarah, foi como uma segunda gestação. “Para mim, elas nasceram hoje. É a primeira vez que vou sair com elas do hospital”. Para a família das trigêmeas Raphaela, Gabriela e Isabela agora só resta comemorar.

Veja a matéria que saiu no Fantástico, TV Globo, no dia 15/12/2019: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2019/12/15/fantastico-acompanha-separacao-de-caso-raro-de-trigemeas-com-duas-irmas-siamesas.ghtml