Unidade Estadual Azevedo Lima deu todo o suporte durante a internação
A pequena guerreira Sophia Vitória enfrentou quatro meses e 22 dias internada na UTI do Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), mas saiu vencedora como indica seu próprio nome. Prematura, a menina nasceu numa cesárea de urgência, pois a mãe, que estava com pré-eclâmpsia – quando a pressão arterial fica muito elevada, colocava em risco a vida das duas.
Maria da Vitória Macena da Silva, de 31 anos, conta em detalhes como foi a gravidez de sua segunda filha, Sophia Vitória da Silva Serafim, hoje com 2 anos e dois meses, e como venceu todos os obstáculos pelos quais passou durante essa gravidez de risco.
“Tentei engravidar por durante 10 anos e não conseguia, pois eu tinha ovário policístico. De repente, Deus me presenteou com a Sophia - minha segunda princesa”.
A mãe de Sophia descobriu a gravidez com três meses e meio. “Trabalhava, à época em um restaurante como auxiliar de serviços. E não tinha repouso”, lembra.
“Quando descobri a gravidez, comecei a fazer o pré-natal particular. Sentia muita dor na nuca e na cabeça, mas pra mim era só cansaço, pois trabalha demais”.
“Na volta de minhas férias falei pra patroa q eu estava grávida, então foi aí q começou todo o sofrimento”. Ela disse que teve pré-eclâmpsia. “Comecei a inchar bastante. Fiquei irreconhecível”.
Ela conta que na primeira consulta do pré-natal, a sua pressão estava 14.9. “Com muita tarefa no trabalho, além do meu casamento em crise, minha pressão foi do subindo”.
A mãe disse, ainda, que com 25 semanas de gravidez não conseguia sair da cama pra trabalhar. “Então, no dia 21 de Agosto de 2017, não aguentei mais e fui sozinha até o hospital. Chegando lá minha pressão estava 20.9 eu apenas sentia uma forte dor na nuca”.
Vitoria fala que o médico anunciou que iria interromper minha gravidez. “Minha filha nasceu em 28 de agosto, uma semana depois da minha internação. Foi uma Cesária de urgência, pois ela já estava em sofrimento”.
A mãe afirma que Sophia nasceu pesando apenas 596 gramas com 32 centímetros.
Mas o sofrimento da mãe aumentou no dia seguinte ao nascimento da filha. “Fui diagnosticada com um abcesso de parede na barriga. Fui operada novamente em uma cirurgia muito complicada, sendo levada para o CTI, ficando lá por cinco dias e sem poder ver minha filha”.
Sophia teve alta no dia 18 de janeiro de 2018. Ela saiu da unidade da rede estadual com 2 quilos e 65 gramas.
A menina guerreira tem mais dois irmãos: uma de 12 e outro de 1 ano e dois meses: Kamilly Vitória e João Miguel e hoje vive com saúde ao lado a família.