Após meses em UTI neonatal, recém-nascida é recebida, em casa, pela família
A alegria pela chegada da quarta filha deu lugar à dor de Elizabeth Julião Teixeira, 29 anos. No final do sexto mês de gravidez, chegando a pesar 110 quilos, Elizabeth teve um problema de hipertensão (pré-eclâmpsia) que antecipou o nascimento de Allana. A bebê prematura, com 750 gramas, precisou passar dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital da Mulher Heloneida Studart (HMHS), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Elizabeth conta que foi muito difícil deixar a filha todos os dias no hospital e voltar para a casa para cuidar de mais três filhos e do marido. A família mora em Belford Roxo e, mesmo residindo em outro município, a mãe visitava a filha todos os dias no Hospital da Mulher. “Dessa forma, pude experimentar a alegria – mesmo que por pouco tempo – de estar ao lado dela”, compartilha. Enfim, o alento: hora de voltar para casa. “Minha filha completará três meses em 30 de março e já participa das atividades em família”, comemora a mãe.
Na luta pela vida, a pequena Allana passou pela UTI, Unidade Intermediária (UI), leito canguru e banho de ofurô. O HMHS é uma das 69 unidades da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) com berçário que pratica cuidados paliativos para recém-nascidos. São 20 leitos na UTI, 29 na UI e quatro leitos canguru.
A assistência neonatal humanizada estimula o desenvolvimento físico e emocional dos bebês, com práticas como o Método Canguru – metodologia de assistência a recém-nascidos de baixo peso (menos de 2,5 quilos) que, dentre outras condutas, preconiza a participação da família nos cuidados dos bebês, inclusive nos casos de internação hospitalar de longa permanência.
Outros recursos terapêuticos disponíveis no HMHS são o banho de ofurô e a redinha dentro da incubadora, estratégias que simulam as sensações do útero para acalentar o bebê, proporcionando conforto e proteção.