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Secretária de Saúde destaca ações da pasta no enfrentamento à dengue em seminário na FIOCRUZ
Secretária de Saúde destaca ações da pasta no enfrentamento à dengue em seminário na FIOCRUZ

Evento reuniu vários especialistas, como o representante da OPAS e do Ministério, para debater o tema

 

A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, participou, nesta quinta-feira (11/04), do Seminário Arboviroses: “Desafios e Perspectivas na Abordagem". O evento foi realizado no Auditório da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – ESPN/FIOCRUZ e reuniu vários especialistas para debater o assunto, como os representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)/Organização Mundial de Saúde (OMS), FIOCRUZ, Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde (SES) e Municipal do Rio de Janeiro.

O encontro faz parte de um conjunto de ações da Fiocruz para o enfrentamento da dengue e outras arboviroses. A primeira mesa apresentou o cenário epidemiológico das Américas e do Brasil, com foco para o estado e a cidade do Rio de Janeiro. Foram abordados também os impactos das mudanças climáticas e os desafios na assistência.

"Para enfrentar o avanço da dengue, a secretaria investiu em tecnologia, com a inauguração do Centro de Inteligência em Saúde (CIS), em junho de 2023. Isso permitiu à pasta avaliar o cenário e dar uma resposta rápida à epidemia. Outro fator determinante foi a capacitação de dois mil médicos", declarou Claudia Mello.

Alex Roseweel, representante da OPAS/OMS, disse que nas Américas foram registrados 4,5 milhões de casos de dengue. Números, que segundo ele, estão acima do previsto.

"O seminário é uma grande iniciativa de combate à doença. Cerca de 4,5 milhões de pessoas foram infectadas nas Américas pela dengue. Três vezes mais casos em comparação ao ano passado. Este cenário traz impactos ao sistema de saúde, que precisa otimizar os recursos para salvar vidas. Encontros como estes são fundamentais na vigilância e na resposta ao combate ao vírus", disse o representante da OPAS.

Ethel Leonor Noia, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, disse que as mudanças climáticas influenciaram no aumento de casos e que a epidemia fugiu do padrão

"Fizemos também o treinamento clínico de médicos, mapeamento de riscos e atualização e revisão de vários manuais. A epidemia fugiu dos patamares tradicionais e nas primeiras semanas de janeiro apresentou seu pico. Hoje, o Brasil possui mais de 3 milhões de casos e registra 1.256 óbitos”, detalhou Ethel Leonor Noia.

Luciane Velasque, superintendente de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, ressaltou as ações da SES na maior epidemia de dengue da última década, sem desassistência na rede estadual.

“Implantamos um conjunto de ações, que incluiu inovação tecnológica, capacitação e abertura de centros de hidratação, para enfrentamento à doença. No Plano de Contingência foi desenvolvida a matriz de resposta aos riscos à dengue, que vai do 1 ao 4. Esta pandemia é a maior da última década e, mesmo assim, tivemos aumento de assistência e baixa taxa de ocupação. Tudo isso mostra nossa organização”, frisou Luciane Velasque.

O presidente da FIOCRUZ, Mário Moreira, falou que a dengue provocou uma grave crise mundial. Disse que a arbovirose está relacionada ao problema socioambiental, poluição e degeneração do meio ambiente. E finalizou dizendo que a instituição tem desempenhado papel importante na solução do problema, com aparato científico e tecnológico.

Daniela da Silva Vidal, coordenadora da Comissão de Investigação de Óbitos da SES-RJ, palestrou sobre dengue, chikungunya, oropouche e análise dos óbitos.