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Saúde RJ lança guia de enfrentamento ao coronavírus para povos tradicionais
Saúde RJ lança guia de enfrentamento ao coronavírus para povos tradicionais

Material foca em garantir os direitos do SUS para quilombolas, indígenas, pescadores, ribeirinhos e demais povos e comunidades tradicionais do estado

 

Garantir o acesso à informação e aos serviços de saúde nesse período de pandemia é essencial no enfrentamento ao coronavírus, e, para isso, é necessário se comunicar com diferentes grupos da sociedade, respeitando as particularidades de cada um. Assim, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) preparou um material específico para os povos tradicionais do estado, com dicas personalizadas para essas comunidades.

De acordo com a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), instituída, por meio do Decreto 6.040 de 7 de fevereiro de 2017, Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) são definidos como: “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

Para atender as necessidades de atenção à saúde destas populações, o Ministério da Saúde, por meio do Grupo da Terra, instituiu a Portaria n° 2.866, de 2 de dezembro de 2011, a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta, com o objetivo de melhorar o nível de saúde desse público, por meio de ações e iniciativas que reconheçam as especificidades de cada um dos grupos populacionais.

Entre os PCTs do Estado do Rio de Janeiro, existem 49 quilombos, 8 aldeias indígenas, 80 assentamentos, acampamentos, terreiros, pescadores, ribeirinhos, caiçaras; em regiões de Campos, Cabo Frio, Quatis, Valença, Quissamã, Rio de Janeiro, São Pedro da Aldeia, Parati, Angra dos Reis, Maricá, Baixada Fluminense e outros.

O guia reforça que todos em solo brasileiro podem receber atendimento no Sistema Único de Saúde. O material também traz informações importantes sobre os sintomas de coronavírus, especialmente os sinais de agravamento e quando é necessário buscar atendimento. O guia é digital, disponível para ser compartilhado.