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Secretaria de Estado de Saúde e CGE criam força-tarefa para analisar contratos
Secretaria de Estado de Saúde e CGE criam força-tarefa para analisar contratos

Anúncio foi feito pelo secretário Edmar Santos em entrevista coletiva realizada no fim da tarde desta terça (12), que contou com a presença do controlador geral do estado

O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, ao lado do controlador-geral do Estado, Hormindo Bicudo, concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (12/05), no Centro do Rio. Entre outros assuntos, Edmar Santos anunciou que uma força-tarefa montada pela Secretaria de Estado de Saúde e a Controladoria-Geral do Estado foi criada para analisar todos os contratos firmados a partir de agora para adquirir equipamentos e insumos para o combate à Covid-19.

“O recado é muito claro: eu e o governador Wilson Witzel não compactuamos com nenhuma ação que possa ser danosa aos cofres públicos e, principalmente, à população fluminense. Nossa ideia com a força-tarefa é prevenir e monitorar tudo nos mínimos detalhes para que não tenhamos mais problemas em relação a contratos. O mais interessado nessa investigação sou eu”, afirmou Edmar.

O secretário também lembrou que órgãos de controle do Estado estão investigando as denúncias que pairam sobre contratos firmados pela SES:

“Nós vamos buscar o ressarcimento aos cofres públicos e a punição aos possíveis culpados”, garantiu Edmar.

O secretário também frisou que quatro contratos, sendo três deles para a compra de respiradores e o outro para a de oxímetros, já foram cancelados. Este último, inclusive, pelo próprio fornecedor, no mês passado, em virtude da grande procura global pelos equipamentos e a possibilidade real de atraso na entrega.

"A CGE, por todos seus órgãos internos, AGE e Ouvidoria, fará cumprir sem restrições as determinações especificadas pelo governador, nos termos do Decreto 47.039/20”, afirmou o controlador geral do Estado, Hormindo Bicudo.

Durante a coletiva, Edmar também voltou a falar sobre a importância do isolamento social no achatamento da curva de contaminação da doença em território fluminense:

“Precisamos ampliar esse isolamento, chegarmos ao número de 70% das pessoas em casa. Se isso acontecer, teremos tempo de preparar os hospitais de campanha. Nosso foco sempre será esse: salvar vidas”, finalizou o secretário, lembrando que o estado do Rio de Janeiro foi a primeiro a adotar medidas mais rígidas de circulação em todo o país.

Crédito da foto: Mauricio Bazilio/SES