Em parceria com UERJ e OPAS, iniciativa é baseada em conteúdo do programa mhGAP – mental health GAP, da OMS
Emergências humanitárias, como a pandemia de Covid-19, tendem a aumentar a prevalência de sofrimento psíquico nas populações e, com isso, intensificar a demanda por cuidados de saúde mental. Para qualificar profissionais de saúde no atendimento a essas situações, a Superintendência de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis (SAPV) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) promove o curso on-line “Manejo Clínico de Condições Mentais em Emergências Humanitárias”, em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O curso estará disponível na plataforma Telessaúde UERJ (http://www.telessaude.uerj.br/teleeducacao/course/view.php?id=130) a partir de 15 de junho e deve ser concluído até 28 de agosto. São aceitas inscrições até 14 de agosto. Para se inscrever, clique aqui (http://www.telessaude.uerj.br/teleeducacao/mod/page/view.php?id=4797).
A superintendente de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis da SES-RJ, Karen Athié, informa que o conteúdo do curso é baseado no Programa de Ação para Reduzir as Lacunas em Saúde Mental (mhGAP – mental health GAP), da Organização Mundial da Saúde (OMS), adaptado ao contexto do novo coronavírus. “Em todo o mundo há uma lacuna na oferta de cuidados à saúde mental. Em muitos casos, as demandas relacionadas ao sofrimento psíquico chegam para profissionais de saúde que não são especialistas na área. Daí a necessidade de criar estratégias para qualificar os profissionais de saúde para lidar com esses problemas. A OMS, então, criou o Programa de Ação para Reduzir as Lacunas em Saúde Mental, que preconiza o compartilhamento de ações entre generalistas e especialistas em saúde mental, envolvendo atividades de capacitação, apoio, supervisão, consulta e referência. Em parceria com o Telessaúde UERJ e a OPAS, trazemos essa metodologia de cuidado para os profissionais de nossa rede”, explica Karen.
A iniciativa apresentará o Guia de Intervenção Humanitária mhGAP, da OMS, e os alunos estudarão os problemas mentais mais prevalentes em emergências humanitárias. Por fim, eles aprenderão a difundir práticas de matriciamento como estratégia de trabalho colaborativo, organização de rede e de educação permanente. “O principal objetivo é estimular o cuidado em saúde mental na Atenção Primária. E, para isso, a estratégia é qualificar trabalhadores de saúde generalistas para lidar com condições prevalentes de saúde mental em emergências humanitárias”, descreve Karen.
O curso está organizado em dez aulas gravadas: Cuidados e Práticas Essenciais; Sintomas Significativos de Estresse; Luto; Depressão; Risco de Suicídio; Psicoses; Violência; Uso Prejudicial de Álcool; Apoio Matricial; e Construção de Fluxos na Rede de Atenção Psicossocial. Além disso, os alunos participam de Fórum Virtual de Acompanhamento, no formato de chat, para esclarecer dúvidas e discutir casos clínicos. “Podem participar profissionais de saúde com nível superior que trabalham na rede pública do estado do Rio de Janeiro. Para receber o certificado da capacitação emitido pelo Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde da UERJ, é necessário assistir às 10 aulas, participar de duas sessões do Fórum Virtual de Acompanhamento e acertar pelo menos 60% de um questionário com dez perguntas – uma sobre cada tema trabalhado”, detalha o professor Hélio Antonio Rocha, da UERJ.