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SES reforça ações de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase
SES reforça ações de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase

Queda no número de diagnósticos da doença aponta a necessidade de fortalecimento das ações de enfrentamento da hanseníase pelos municípios em meio à pandemia da Covid-19 

 

No mês de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase, a Secretaria de Estado de Saúde faz um alerta: dados indicam uma queda de quase 40% no número de novos casos da doença diagnosticados pelos municípios nos seis primeiros meses do ano. Para marcar a data e fortalecer a capacidade dos municípios para o enfrentamento da doença em meio à pandemia, a secretaria vem implementando diversas ações e realizará um seminário com o tema “A hanseníase em tempos de Covid-19: atualizando as estratégias de enfrentamento”.

“Estamos vivendo um contexto diferente, onde a pandemia está demandando revisão de nossos processos de trabalho, limitando deslocamentos, o que dificulta a realização das ações de controle da hanseníase”, aponta secretário de estado de Saúde, Alex Bousquet. “Por isso, estamos monitorando a coinfecção de hanseníase e Sars-CoV-2, com atenção especial aos pacientes com comorbidades de risco”, afirma.

A pandemia da Covid-19 é apenas mais um desafio enfrentado no combate à hanseníase, e soma-se a outros, especialmente a estigmatização da doença. Assim, o Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase, celebrado no dia 5 de agosto, é um marco importante na busca da ampliação do diagnóstico precoce, logo nas principais manifestações da doença.

A cada ano ainda são diagnosticados novos casos da doença e o percentual de contatos domiciliares avaliados pelos profissionais de saúde, importante estratégia de vigilância epidemiológica, ainda é baixo. De janeiro a junho de 2020, foram diagnosticados 256 novos casos, em comparação a 2019, em que registrou-se 409 casos no mesmo período.

“Esta queda importante no número de casos novos diagnosticados já nos alerta para incentivarmos estratégias de busca ativa, para que não haja aumento expressivo do número de casos de pessoas com incapacidades físicas irreversíveis”, ressalta o gerente de Hanseníase da SES, André Luiz da Silva.

Apesar de registrar queda no número de casos, muitos deles são diagnosticados já em estágio avançado. Este fato vem contribuindo para manter o percentual de pessoas com incapacidades físicas em decorrência da doença muito elevado.

É importante lembrar que a hanseníase não escolhe faixa etária, raça/cor ou classe social, por isso todos devem estar atentos aos sintomas. Por ser uma doença dermatoneurológica, manifesta-se inicialmente através de manchas esbranquiçadas e avermelhadas com alteração de sensibilidade da pele. Assim, em caso de aparecimento de qualquer mancha dormente na pele, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde o mais breve possível para uma consulta clínica. A demora em diagnosticar e tratar contribui para o avanço da doença, podendo causar deformidades físicas.