Encontro online foi promovido pela Divisão de Saúde do Trabalhador (DSAT)
Para divulgar a incorporação das ações de Saúde do Trabalhador na Rede de Atenção à Saúde (RAS), foi realizada, no dia 30 de julho, a 2ª edição da Webinar em Saúde do Trabalhador. Participaram da reunião virtual, a superintendente de Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), Thais Severino, e a técnica e médica da Divisão de Saúde do Trabalhador (DSAT), Katia Ferreira. A coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, Eralda Ferreira, explicou a importância da integração do setor com a Atenção Primária à Saúde.
Durante a sua apresentação, Thais ressaltou a importância da APS como ordenadora do cuidado integral em toda a rede e do assessoramento técnico dos especialistas dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST regionais e municipais, no matriciamento dos casos de agravos e doenças relacionados ao trabalho.
A profissional iniciou sua fala explicando que o trabalho é um dos determinantes da saúde e do bem-estar do(a) trabalhador(a) e de sua família por conta de fatores como renda, condições materiais de vida, dimensão humanizadora, inclusão social de quem trabalha e formação de redes sociais de apoio. Ele gera um efeito protetor e promotor de saúde, mas também pode causar mal-estar e sofrimento, Ela também citou o compromisso do SUS com a vida e a saúde dos(as) trabalhadores(as) e enalteceu o papel principal da APS.
"A proximidade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos domicílios das pessoas e dos seus ambientes de trabalho permite o acesso a uma atenção à saúde de qualidade para a população trabalhadora, o conhecimento das condições de vida e de trabalho da população sob sua responsabilidade, a incorporação do cuidado e acompanhamento de populações vulneráveis e facilita a definição de políticas e ações de saúde mais adequadas ao perfil de morbimortalidade".
Katia Ferreira complementou esse discurso fazendo uma exposição sobre a condição essencial de considerar o trabalho como determinante de saúde e adoecimento dos usuários em todos os pontos de atenção à saúde. Ela utilizou exemplos de casos clínicos para o melhor entendimento do percurso do usuário na rede e a incorporação das competências da ST na RAS. Em determinado momento, a técnica apresentou pesquisas de doenças e agravos relacionadas com o trabalho. No material, ela especificou o tipo de público, localização, função, entre outros fatores. A profissional também selecionou algumas doenças que são mais comumente relacionadas ao trabalho. "Acidente de trabalho grave e fatal, câncer relacionado ao trabalho, dermatoses ocupacionais, acidente de trabalho com exposição a material biológico, intoxicação exógena, transtornos mentais e muitos outros".
Para melhorar estes dados, a coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, Eralda Ferreira, acredita que é necessário enfrentar o problema por meio do fortalecimento da integração da Vigilância em Saúde, norteadora dos modelos de atenção, e a Atenção Primária à Saúde, ordenadora do cuidado integral na Rede de Atenção à Saúde.
"Devido a pandemia, foi publicada a nota técnica nº 27 direcionada a todas as secretarias municipais de saúde. Ela ressaltou a importância da inclusão do campo ocupação e do registro da atividade laboral nos casos leves e graves da Covid-19, nos sistemas de informação, pois, a partir desse conhecimento, pode-se estabelecer as ações de prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores mais vulneráveis à contaminação da Covid-19".