Coordenação Estratégica em Segurança do Paciente inicia série de quatro encontros on-line para aprimorar e qualificar as políticas de segurança do paciente no Estado
Foi realizado nesta sexta-feira, 14 de agosto, o primeiro de uma série de quatro encontros virtuais educativos com o intuito de informar e aperfeiçoar os métodos de Segurança do Paciente na rede de saúde do Estado do Rio de Janeiro. O webinar (reunião on-line) foi oferecido pela Superintendência de Monitoramento da Qualidade das Unidades de Saúde em parceria com a Superintendência de Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, por meio da Coordenação Estratégica em Segurança do Paciente. Quem conduziu a palestra foi a coordenadora da pasta, a psicóloga e sanitarista Nadia Bonfim.
Os eventos educativos visam a qualificação da oferta do cuidado seguro à população fluminense, aliados a capacitação da Rede de Atenção Primária em Segurança do Paciente. Antes de iniciar o tema do primeiro encontro, Nadia adiantou que acontecerão mais três edições quinzenais, às sextas-feiras. Os temas das quatro reuniões on-line são:
- Ações desenvolvidas na rede estadual com os hospitais e UPAS
- Utilização adequada dos EPIs
- Uso de medicamentos
- O papel do paciente na sua própria segurança
A coordenadora iniciou sua fala com a explicação de que o serviço da Coordenação Estratégica em Segurança do Paciente é recente dentro da SES-RJ. “Já existe um trabalho desenvolvido pela médica Maria de Lourdes Moura, da Coordenação de Segurança do Paciente e Gestão de Risco ligada à Vigilância Sanitária da SES-RJ. O escopo deles é a educação e fiscalização. Já nossas atividades estão voltadas para o desenvolvimento das práticas”, disse. “Primeiro queremos sensibilizar os profissionais de saúde, tirar dúvidas em temas que precisam ser aprofundados e discutidos. Depois, naturalmente nos complementamos ao trabalho da Vigilância Sanitária”.
Também foram abordados por Nádia detalhes importantes sobre a base da cultura da segurança do paciente. “É preciso partir para o trabalho em rede. Isto é: uma equipe multiprofissional que possa olhar suas deficiências de forma crítica, sem buscar culpados, mas sim para trabalhar esses processos e transformá-los”, enfatizou.
A coordenadora ressaltou a necessidade de trabalhar o olhar voltado para os incidentes. “Eles podem causar danos que são temporários, pequenos ou levar ao óbito. É preciso notificar esses eventos adversos. Só melhoramos quando olhamos nossos erros e falhas”. No entanto, foi frisado por Nádia que a notificação só pode ser feita pelo profissional que tiver cadastro no novo portal da Anvisa.
Nádia reforçou a importância do setor de Segurança do Paciente ao falar de forma clara os quatro pontos propostos: a melhoria contínua dos processos de cuidados e uso de tecnologias, a disseminação sistemática da cultura de segurança, a articulação, e a integração dos processos de gestão e a garantia de boas práticas de funcionamento do serviço de saúde. “Também é atribuído a este núcleo a elaboração do Plano de Segurança do Paciente. Ele aponta as situações de risco e descreve estratégias e ações para sua gestão”.
Pontos pertinentes relacionados ao plano também foram expostos pela coordenadora, como a abrangência do documento, que deve ser usado por serviços de saúde públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa. Além disso, a profissional ressaltou a necessidade de integração entre os diferentes processos de gestão de risco desenvolvidos nos serviços de saúde e da implementação dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O próximo webinar acontecerá no dia 28 de agosto, sexta-feira, e terá como tema a utilização adequada dos EPIs.