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Encontro da Superintendência de Atenção Primária debate guia alimentar para crianças de até dois anos
Encontro da Superintendência de Atenção Primária debate guia alimentar para crianças de até dois anos

Encontro reuniu gestores e técnicas de políticas públicas para debater as orientações presentes no guia

 

Orientações para a alimentação saudável de crianças até dois anos foram apresentadas em uma roda de conversa promovida pela Área Técnica de Alimentação e Nutrição da Superintendência de Atenção Primária à Saúde (SAPS) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES). O encontro online, realizado nesta terça-feira (18/08), reuniu gestores e técnicas de políticas públicas para debater as orientações presentes no Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, e o papel da Atenção Primária na promoção da alimentação infantil.

Para promover a importância da boa alimentação entre as crianças fluminenses, a SAPS tem ampliado o suporte ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) no estado do Rio. A superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Thaís Severino, frisou o suporte financeiro dado às equipes do NASF durante a pandemia da Covid-19. “Pactuamos na Comissão Intergestores Bipartite, o Financiamento da Atenção Primária para todo o ano de 2020, aumentando o valor do incentivo para o NASF. Temos repasses financeiros para manter as equipes existentes e atender equipes novas”, afirmou Thaís.

No encontro, foram apresentadas as principais dicas do guia e passos para educar as crianças menores de dois anos para a alimentação de qualidade. Segundo a técnica da coordenação geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Ariene do Carmo, a função do guia é focar na formulação de hábitos para diferentes fases da vida dos bebês: “O guia traz recomendações sobre como alimentar a criança promovendo seu pleno crescimento e o desenvolvimento. Ele é voltado para todos os envolvidos no cuidado e processo de nutrição das crianças, como pais, familiares e professores. É também orientador de políticas públicas”.

Um dos destaques do documento são os indicadores de aleitamento materno, levantados pelo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), e a importância da amamentação para a saúde dos bebês. Os dados do Enani apontam que, de 1986 até 2019, houve um aumento substancial do indicador de aleitamento materno exclusivo – isto é, o bebê se alimenta apenas de leite materno – entre crianças até quatro meses (60%) e até seis meses (45,7%).

O guia faz uma classificação de alimentos a partir de seu nível de processamento (in natura, ingredientes processados, alimentos processados e ultraprocessados), indicando qual a idade ideal para que a criança possa começar a consumi-los. De acordo com as orientações, é possível oferecer outras refeições preparadas in natura a partir dos seis meses de idade. Com dois anos, elas já podem comer pequenas refeições, além do leito materno. Não é recomendado oferecer bebidas açucaradas antes dos dois anos.

A coordenadora da Área Técnica de Alimentação e Nutrição (ATAN) da SAPS, Katiana Teléfora, considera que a roda de conversa também está inserida nas discussões do Agosto Dourado, Mês do Aleitamento Materno. “Não podemos fazer uma discussão distante da realidade que vivemos. Precisamos trazer toda essa questão para o âmbito da Atenção Primária. A gente sabe o quanto não ter ações para o acesso de alimentos tem impacto no público infantil, que é tão sensível”, afirmou Katiana.

A roda de conversa também contou com a participação da técnica da coordenação geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Mayara Ramos, e da professora associada do Instituto de Nutrição da UERJ, Jorginete Damião.

Acesse ao Guia Alimentar: Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos.pdf