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Governador e Secretário Estadual de Saúde se reúnem com cientistas do Instituto Vital Brazil
Governador e Secretário Estadual de Saúde se reúnem com cientistas do Instituto Vital Brazil

Evento foi para conhecer mais detalhes da produção do soro que pode ser utilizado no tratamento de pacientes infectados com a Covid-19

 

O governador Wilson Witzel e o Secretário Estadual de Saúde Alex Bousquet se encontraram, nesta quinta-feira (20/08), com cientistas do Instituto Vital Brazil para conhecer mais detalhes da produção do soro que pode ser utilizado no tratamento de pacientes infectados com a Covid-19. Pesquisadores da instituição estadual, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o plasma sanguíneo dos cavalos produz de 20 a 50 vezes mais anticorpos do que os humanos.

- É um passo muito importante no tratamento do vírus da Covid-19. Sempre nos preocupamos com os investimentos em pesquisas científicas. E o resultado é esse: a produção de um soro que pode ajudar a salvar milhares de vidas no estado, no país e até no mundo. Por isso, vamos buscar recursos de mais R$ 2 milhões para a conclusão da pesquisa - disse o governador.

A equipe de pesquisadores espera pela autorização da Anvisa para iniciar os testes clínicos, em humanos, que devem acontecer em dois meses, em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Ontem, pesquisadores do instituto se reuniram com os técnicos da Anvisa para tratar sobre a liberação do início dos testes com humanos.

- É um anúncio muito especial o que fazemos hoje, tanto para a população do estado, quanto para a do Brasil e até para a do mundo. O Instituto Vital Brasil, em parceria com a Fiocruz e a UFRJ, desenvolveu o soro anticovídico que, em breve, estará disponibilizado, em escala industrial, para ser utilizado por todos os pacientes que necessitarem – afirmou o secretário Alex Bousquet.

A pesquisa

Cinco cavalos foram inoculados com a proteína S recombinante do coronavírus - responsável por sua multiplicação nas células humanas - produzida pela Coppe/UFRJ em maio. Após 70 dias de observação, quatro dos cinco animais produziram anticorpos neutralizantes. A partir do sangue dos cavalos, foi produzido o soro anti-SARS-CoV-2.

- O possível tratamento por meio de soro é semelhante aos utilizados contra doenças como raiva, tétano e picadas de abelhas, cobras e outros animais peçonhentos, como aranhas e escorpiões - explicou Adilson Stolet, presidente do Vital Brazil.

A pesquisa contou com o apoio financeiro da Faperj, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

- Só este ano, o Governo do Estado investiu R$ 240 milhões em pesquisas científicas. Para estudos relacionados à Covid-19, foram aplicados R$ 35 milhões. Desde o início do ano passado, já foram repassados R$ 440 milhões para o desenvolvimento de estudos científicos - afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues.

 Fotos: Carlos Magno/GovRJ 

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