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Núcleos Internos de Regulação debatem iniciativas para agilizar o atendimento a pacientes graves
Núcleos Internos de Regulação debatem iniciativas para agilizar o atendimento a pacientes graves

Gestores e profissionais de saúde conversaram sobre a gestão dos leitos nos hospitais

 

Monitorar eficientemente as internações hospitalares e impedir superlotação foram dois dos objetivos debatidos entre funcionários e coordenadores dos Núcleos Internos de Regulação (NIR) do estado do Rio nesta quinta-feira (20/08). Em reunião promovida pela Superintendência de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, gestores e profissionais de saúde conversaram sobre o controle e gerenciamento de leitos nos hospitais fluminenses.

O superintendente de Regulação da SES, José Wilson, ressaltou a necessidade de aprimorar a articulação entre os coordenadores dos NIRs e agilizar e desburocratizar o processo de transferência de pacientes de uma unidade hospitalar para outra. “Este é um momento importante da retomada de serviços, mas o fato é que nós, profissionais de saúde, não paramos durante a pandemia, seja na assistência, seja na própria regulação. Justamente por isso, essa é a oportunidade para redesenhar protocolos. Precisamos revisitar e redefinir processos e de uma gestão administrativa qualificada”, frisou

A lotação é um dos problemas apontados que podem ser atenuados com o acesso conjunto aos dados de internações hospitalares. O coordenador de regulação da Superintendência, Maurício Ramos, destacou que a SES trabalha com um Sistema Estadual de Regulação (SER) no compartilhamento de informações e solicita a atualização constante do mapa de leitos no estado do Rio. “Se estamos alinhados com a transparência, precisamos transmiti-la para todos.”

O coordenador também apresentou aos participantes do evento a Rede de Urgência Emergência (RUE), por meio da qual são acolhidas pessoas que precisam de atendimento imediato. Ele destacou a pactuação entre as centrais regionais de regulação e as secretarias municipais de saúde como uma forma de implantar o conceito de “vaga zero”, isto é, quando, em função do grave quadro do paciente, a transferência é determinada ainda que não haja leitos disponíveis na unidade. Por isso, Maurício anunciou que a comunicação ao hospital a respeito da transferência de um paciente deverá ser mais direta e menos burocrática. “Precisamos de uma atuação mais firme. A ‘vaga zero’ é um nó muito relevante para resolver.”

Após a apresentação dos integrantes da Superintendência de Regulação, foi aberto o debate no qual médicos, enfermeiros e gestores de diferentes hospitais do estado do Rio relataram experiências de suas unidades de saúde na transferência e no atendimento urgente de pacientes. O coordenador de centrais regionais da superintendência, Leandro Abal, também esteve presente ao encontro.