Profissionais debateram a importância da participação dos hospitais anualmente nos ciclos de avaliação das práticas de segurança do paciente
Nesta quinta-feira, 20 de agosto, aconteceu o webinar sobre Avaliação das Práticas de Segurança do Paciente 2020. Estiveram presentes, na mesa de abertura, a médica e subsecretária de Vigilância em Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Claudia Mello, e a coordenadora da superintendência de Educação Permanente da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro, Adriana Justo.
Claudia ressaltou a importância do tema segurança do paciente, não só para o profissional de saúde, mas para todos que têm um entendimento sobre o tema, principalmente no intuito de envolver a família do paciente no cuidado. A profissional também afirmou que basearia sua fala em um convite para alertar as pessoas presentes e quem mais tivesse acesso ao vídeo do evento, para compreender melhor a iniciativa nacional voltada para melhorias nas práticas internas de cada organização.
Adriana, por sua vez, reforçou as parcerias que estão sendo feitas com a Vigilância, principalmente neste momento de pandemia de Covid-19, o que tem permitido encontrar novas formas de gerar debates e troca de conhecimento. "Estamos promovendo relações educacionais potentes, que nos ajudam a qualificar ainda mais os nossos profissionais de saúde, usando uma metodologia que pensa e problematiza os nossos métodos de trabalho".
As palestras do encontro online ficaram por conta da coordenadora de Segurança do Paciente e Gestão de Risco da Superintendência de Vigilância Sanitária da SES, Maria de Lourdes Moura, e da servidora da pasta, Isabelle Amorim Ribeiro. Maria de Lourdes apresentou a avaliação nacional das práticas de Segurança do Paciente, iniciativa coordenada pela Anvisa, voltada para os hospitais com leitos de UTI de todo o país. A profissional pontuou que atualmente, um em cada 10 pacientes sofre danos enquanto recebe cuidados hospitalares, uma das 10 principais causas de morte em todo o mundo é a ocorrência de eventos adversos devido a cuidados inseguros, quatro em cada 10 pacientes sofrem danos nos cuidados primários e ambulatoriais e o investimento na segurança do paciente pode levar a economias financeiras significativas.
Para enfrentar esses desafios, a profissional abordou as práticas de segurança do paciente, entendidas como pacotes de intervenções específicos para os principais riscos de eventos adversos. "Seria um pequeno número de intervenções (geralmente de três a cinco) baseada em evidência, destinadas a um determinado tipo de paciente, em um determinado ambiente de cuidado, que, quando implantadas em conjunto, podem trazer resultados significativamente melhores do que quando implantadas individualmente". A participação de todos os hospitais com leitos de UTI em nosso estado é fundamental por ser uma oportunidade de melhoria das práticas adotadas na instituição.
Isabelle Amorim Ribeiro revisitou a avaliação das práticas de segurança do paciente do ano de 2019. Segundo ela, ver as ações do passado pode ajudar a melhorar as técnicas usadas atualmente. A servidora também concluiu que a avaliação permite um diagnóstico das práticas de segurança do paciente na instituição de saúde e as informações coletadas podem guiar no direcionamento de ações para o controle dos riscos em serviços de saúde, nos níveis local, regional e nacional.