Conheça iniciativas como o Projeto Octo, que doa polvinhos de crochêt para aconchegar recém-nascidos
De acordo com a definição das Organizações das Nações Unidas, voluntária é a pessoa que, devido a seu interesse pessoal, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, para gerar bem-estar social. Neste dia 28 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional do Voluntário, nada melhor do que reconhecer o trabalho realizado por essas pessoas no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti. Graças a elas, a instituição consegue colocar em prática alguns projetos que fazem a diferença na vida dos bebês internados na unidade.
Segundo a coordenadora de enfermagem do bloco neonatal do hospital, Marcia Seixas, projetos como o Octo (polvinhos de crochêt) e a redinha recebem uma carga extra de fôlego com a colaboração dos voluntários.
"O Projeto Octo chegou até nós em 2019, por meio da Gleise Melo Moura, que é apoiadora institucional da assessoria técnica de humanização da Secretaria de Estado de Saúde. Ela viu nas redes sociais, o trabalho que era realizado pelo projeto em outras unidades e fez contato com a Luciana Curiel Trentin Corral, que é do projeto. A partir daí, a ideia começou a ser replicada aqui no hospital", lembra a médica.
Por mês, os voluntários enviam cerca de 300 polvinhos para a instituição e eles ajudam os bebês a se aconchegarem melhor. Os tentáculos, por exemplo, evitam que o prematuro puxe os fios do monitor e ajudam a trazer segurança. "O melhor de tudo é que quando o bebê recebe alta, a gente manda o polvinho junto com ele. Vai de presente".
Outra ação marcante do hospital é a técnica da redinha. Nela, os bebês prematuros de até 1,8 kg são colocados em uma espécie de rede. Isso ajuda as crianças que saíram prematuramente do útero a se sentirem embaladas, como se ainda estivessem no corpo da mãe. Quem confecciona as redes é a enfermeira Berta Félix, funcionária da unidade, junto com parentes e amigos.
"Essas redes já acontecem em vários hospitais, principalmente no Nordeste. Nós começamos a pesquisar formas de acalmar as crianças e vimos que essa era uma boa técnica. Aí, a gente precisava de alguém para fazer. Comecei a tirar as medidas e consegui que uma prima e uma vizinha, que são costureiras, produzissem. Eu compro o tecido, o cadarço, e elas fazem de acordo com as medidas que eu passo", conta Berta.
Para a enfermeira, todo esforço é recompensado quando o bebê ganha peso e vai pra casa. "Eu não costuro, mas ajudo como posso. Toda a correria vale a pena, quando a gente coloca o bebê na redinha e ele fica tranquilo, com uma boa saturação e frequência cardíaca ótima. Assim, ele ganha peso, fica menos tempo aqui na UTI e a família fica muito mais feliz”, conclui a profissional.