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Webinar da Coordenação Estratégica em Segurança do Paciente mostra estratégias para prevenir danos por medicamento
Webinar da Coordenação Estratégica em Segurança do Paciente mostra estratégias para prevenir danos por medicamento

Evento teve como público os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS)

 A Coordenação Estratégica em Segurança do Paciente (CESP), da Superintendência de Monitoramento da Qualidade das Unidades (SMQU), realizou na sexta-feira, dia 25 de setembro, uma webinar para explicar como os medicamentos causam danos, ou seja, os eventos adversos em medicação. O evento faz parte de uma série de webinares da coordenação, voltada para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).

A palestrante responsável foi a farmacêutica da CESP, Mônica Nascimento de Souza Castro. Ela falou sobre o quão fundamental é qualificar o cuidado em saúde de todos os estabelecimentos no território nacional. Além de promover e apoiar iniciativas de segurança do paciente em diferentes áreas da atenção por meio da gestão de risco e dos Núcleos de Segurança do Paciente (NPS).

A profissional reforçou que o protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos têm por finalidade promover práticas seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde. "Cada paciente internado em hospital está sujeito a um erro de medicação por dia, com registro anual de, no mínimo, 400.000 eventos adversos relacionados a medicamentos, em todas as etapas da cadeia terapêutica".
Ainda sobre esse tema, Mônica citou que nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que os erros de medicação em hospitais provoquem mais de sete mil mortes por ano, acarretando importantes custos tangíveis e intangíveis.

Analisando a questão, a OMS, frente a esta questão, lançou em 2017 o terceiro desafio global em segurança do paciente com o tema Medicação sem Danos e propõe como meta reduzir em 50% os danos graves e evitáveis relacionados aos medicamentos, globalmente, nos próximos cinco anos, a partir do desenvolvimento de sistemas de saúde mais seguros e eficientes em cada etapa do processo de medicação: prescrição, distribuição, administração, monitoramento e utilização.

No caso da segurança na APS, a palestrante informou que ela é a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde. Por lá, são atendidos até 80% dos problemas e necessidades de saúde da população. O público varia entre crianças, idosos, portadores de agravos crônicos, entre outros. Muitos incidentes de segurança dos pacientes hospitalizados tiveram origem nos cuidados primários em saúde.

"70,2% dos Eventos Adversos em APS são claramente evitáveis. Mas, quando acontece, temos a piora na evolução da doença. Alguns sintomas são: náusea, vômitos ou diarréia secundários à medicação, prurido ou lesões dermatológicas e alterações e infecção de ferida cirúrgica e/ou traumática".

Para prevenir erros de medicação, o indicado é focar nos medicamentos potencialmente perigosos, elaborar guias farmacoterapêuticos com diluições, doses máximas e mínimas, e principais interações medicamentosas, informatizado ou não, e praticar a escuta ativa e aconselhamento ao paciente durante e após a consulta, envolvendo o mesmo neste autocuidado. frente esta questão

O encontro online pode ser conferido no link https://www.youtube.com/watch?v=32kUxtcHh_4&feature=youtu.be