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SES-RJ realiza webinar para lançar Protocolo Estadual de Pré-Natal de Risco Habitual
SES-RJ realiza webinar para lançar Protocolo Estadual de Pré-Natal de Risco Habitual

Documento reúne diretrizes para atender gestantes e puérperas na rede de Atenção Primária

 

 O Protocolo Estadual de Pré-Natal de Risco Habitual, elaborado pela Superintendência de Atenção Primária à Saúde (SAPS) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), foi lançado em evento online nesta terça-feira (27/10). O documento visa unificar informações e diretrizes para o atendimento às mulheres gestantes ou puérperas e aos recém-nascidos fluminenses pela rede de Atenção Primária nos municípios. A webinar reuniu gestores da SES-RJ que participaram da confecção do material.

Para a apoiadora institucional da SAPS, Juliana Sobral, o protocolo é resultado de um esforço conjunto para a promoção de ações que ampliem a atenção pré-natal de qualidade na rede pública de saúde. “O lançamento de um protocolo neste momento é a possibilidade da gente reafirmar as boas práticas de cuidado ao pré-natal. É reflexo do trabalho de todos os setores da SES-RJ na elaboração desse protocolo e do apoio técnico-institucional que a secretaria faz nos territórios”, afirmou.

A coordenadora de Saúde da Mulher da SES-RJ, Leila Adesse, considera que o protocolo servirá de norte para a capacitação e serviços de profissionais de saúde. “É importante para o trabalho que as áreas técnicas vêm desenvolvendo dentro da área temática do Ministério da Saúde que é a Rede Cegonha. Ter um documento orientador como esse é o que é esperado dessa gestão, com uma prática baseada em evidências do Ministério da Saúde. Não precisamos inventar a roda.”

Dentre suas diretrizes, o protocolo estabelece recomendações de medicamentos, atividades educativas e orientações profissionais para o atendimento de gestantes ou puérperas. A representante da Área Técnica de Saúde Bucal da SAPS, Renata Jorge, ressaltou a relevância dessas diretrizes para a atualização dos protocolos em vigor hoje nos municípios. “A saúde bucal deve ser destacada no protocolo como parte integrante do cuidado no pré-natal, garantindo que toda gestante tenha o acesso a, no mínimo, uma consulta durante todo o pré-natal e organizando demais consultas de acordo com as necessidades de saúde das gestantes. Essa orientação do protocolo vai ao encontro daquela preconizada pelo Ministério da Saúde.”

O coordenador Estadual da Saúde do Homem, Giovani Dimas, chamou a atenção para a inclusão pelo protocolo do debate sobre paternidade e o papel do homem no pré-natal. “A presença do homem é um ato de amor que transmite uma mensagem a toda a família. Um dos eixos prioritários da Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) é a paternidade e cuidado, e uma das intenções é envolver cada vez mais o homem nesse processo de pré-natal”, frisou. Segundo o coordenador, o homem deve participar das diversas fases no planejamento reprodutivo, promover o bem-estar biopsicossocial da mãe e dos bebês e estimular aleitamento materno.

No âmbito da Alimentação e Nutrição, o documento destaca a necessidade do acompanhamento do peso das gestantes como fundamental. As equipes de saúde nos territórios devem estar vigilantes como parte do trabalho da Atenção Primária. “O estado nutricional das gestantes influencia diretamente no desfecho da gestação. Basicamente, estar com peso inadequado pode gerar consequências, como prematuridade, obesidade infantil ou aumento do risco de eclampsia”, citou a coordenadora da Área Técnica de Alimentação e Nutrição, Katiana Teléfora.

O protocolo também dispõe sobre a importância do aleitamento materno para a nutrição adequada das crianças de até dois anos de idade, como considera a coordenadora da Área Técnica de Ações Estratégicas do Aleitamento Materno, Maria da Conceição Salomão. “A amamentação é o primeiro exemplo da conexão da saúde humana e o ecossistema natural. É um dos melhores investimentos para salvar vidas infantis, melhorar a saúde e o desenvolvimento das pessoas.” Conceição considera que o documento foi publicado em um momento em que são necessárias ações de promoção e apoio da amamentação. “Estamos vendo a propaganda maciça do leite de vaca e de fórmulas infantis e não trabalhamos o marketing do leite humano. Por quê? Ele é natural, impacta profundamente todo o ciclo da vida, e sua produção é direta”, salientou.