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SES auxilia municípios do Rio de Janeiro na identificação e tratamento do câncer de boca
SES auxilia municípios do Rio de Janeiro na identificação e tratamento do câncer de boca

Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal ocorre de 01 a 07 de novembro

 

Na Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, de 01 à 07 de novembro, a gestora da Área Técnica de Saúde Bucal (ATSB) da Superintendência de Atenção Primária à Saúde da SES, Regina Varoto, foi convidada a apresentar o trabalho da sua equipe no 1º Webinário Nacional de Prevenção e Controle do Câncer de Boca.

 

Regina fará uma apresentação tendo como tema, definido pelos organizadores do webinário, “Do desafio da confirmação diagnóstica ao monitoramento de Casos, como o Estado pode colaborar”. O evento é parte do 23º Encontro Nacional de Administradores e Técnicos do Serviço Público Odontológico (ENATESPO).

O convite para o webinário nasceu da admiração dos organizadores do evento pelo trabalho de Regina na SES. Desde 2015, a Área Técnica de Saúde Bucal da pasta vêm auxiliando os municípios do Rio de Janeiro a identificar sinais de câncer de boca ainda nos atendimentos da atenção primária. Além disso, a pasta contribui para a elaboração de um fluxo de atendimento que garanta o acompanhamento do paciente desde o diagnóstico até o tratamento.

Regina conta que este trabalho nasceu de um “incômodo”. Durante um encontro promovido por médicos de câncer de cabeça e pescoço, foi apontada a grande quantidade de casos avançados de câncer de boca que estavam chegando para serem tratados nas unidades de referência.

Assim, foram traçados dois desafios a serem superados. O primeiro, era a dificuldade da Atenção Primária à Saúde (APS) de identificar indícios de câncer de boca. O segundo, era a falta de uma unidade de referência com laboratório e patologista bucal para realizar o exame chamado anatomopatológico, que confirma este tipo de diagnóstico por meio de avaliação de tecidos e células do corpo.

“Isso despertou a atenção da equipe da área técnica de saúde bucal. O câncer de boca é um câncer evitável e, quando diagnosticado precocemente, é tratável e curável”, conta Regina. “Então, nós começamos a trabalhar em algo que pudéssemos fazer a nível estadual para facilitar o diagnóstico precoce”.

Diante deste cenário, as equipes da Área Técnica de Saúde Bucal da SES e da Divisão de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento Tecnológico do Instituto Nacional de Câncer (INCA) organizaram um curso intitulado "Manejo Odontológico do Paciente com Câncer". O objetivo era realizar a qualificação de dentistas que atuam na APS.

O curso é composto por duas etapas: uma virtual intitulada “ABC do Câncer" e uma presencial, coordenada pela equipe do professor e dentista estomatologista do INCA, o dr. Héliton Spíndola Antunes. Durante a etapa presencial, a aula de abertura é realizada por um representante da ATSB da SES e o conteúdo técnico ministrado pelos professores de universidades de odontologia no estado.

Regina conta que, no decorrer do curso, alguns desafios foram identificados. Entre eles, a alta rotatividade de profissionais na atenção primária e a dificuldade em pactuar laboratórios com profissionais patologistas que tenham conhecimento específico em câncer de boca para realizar os exames necessários. Outro obstáculo era a diversidade dos protocolos utilizados pelos hospitais de referência para a solicitação da vaga para tratamento.

Para enfrentar estes desafios, a Área Técnica de Saúde Bucal da SES instituiu como produto final do curso uma apresentação do fluxo para o atendimento aos pacientes com câncer de boca. Os alunos, junto às coordenações municipais de saúde bucal apresentam como é feita esta organização em seus municípios.

“Assim, a gente vai estimulando e orientando o município a elaborar uma rede de atenção”, explica Regina.

A etapa também é conduzida pelo INCA e pela ATSB, que oferecem apoio institucional e contribuições à organização do fluxo e pactuação para referência laboratorial. Para realizar a distribuição das vagas aos municípios foi utilizado como critério o número de óbitos por câncer de boca e a cobertura de saúde bucal.

Prevenção do câncer de boca

Além da melhora do atendimento nas unidades de saúde, o paciente também pode se prevenir do câncer de boca. O prof. dr. Helinton Spíndola Antunes, ressalta a importância de se consultar com o dentista regularmente, por exemplo.

“Os pacientes devem ir ao dentista sempre que acharem que há qualquer alteração na boca. Os profissionais da Atenção Primária estão lá para atendê-los e podem verificar se houver indícios da doença”, explica Spíndola.

O dentista também aponta a importância de evitar os agentes etiológicos do câncer, que são os fatores que causam a doença. Entre eles, o dr. cita o tabagismo e o etilismo, isso é, o consumo de cigarro e álcool. Uma boa dieta, rica em vitaminas A e E, também ajuda na prevenção.

Foto: Banco de Imagens