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Um cadastro para salvar vidas
Um cadastro para salvar vidas

Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea lembra a importância do ato

Instituída pela Lei nº 11.930, de 22 de abril de 2009, também conhecida como “Lei Pietro”, a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea começou no dia 14 e termina nesta segunda-feira, 21 de dezembro. O objetivo é promover o esclarecimento e a conscientização sobre a doação e o transplante de medula. A lei ganhou o nome em homenagem a um paciente de 18 anos com leucemia que não conseguiu encontrar um doador compatível a tempo. O slogan da campanha é: "Neste Natal, dê um presente a quem precisa de você para viver: cadastre-se como doador de medula".

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso encontrado no interior dos ossos. Nela estão as células-tronco hematopoéticas, produtoras dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), que transportam oxigênio para as células, os leucócitos (glóbulos brancos), parte do sistema de defesa do organismo, e as plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue. O tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias pode ser beneficiado pelo transplante de medula óssea.

O transplante pode ser a única esperança de cura para pessoas em tratamento de doenças relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Uma dessas doenças é a leucemia. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 930 novos casos tenham sido diagnosticados em 2020 no Estado do Rio de Janeiro. De janeiro de 2008 a outubro de 2020, pelo menos 329 transplantes alogênicos (procedimento no qual é utilizado material de um doador) de células-tronco hematopoéticas foram realizados no Rio, além de 248 procedimentos de coleta de doações do material.

É preciso haver compatibilidade total entre doador e receptor para viabilizar o transplante de medula. Por isso, é importante que as doações sejam feitas por todas as etnias para que se alcance o máximo de caracteres genéticos disponíveis para alcançar as necessidades dos pacientes que aguardam pelo transplante. Para se cadastrar como doador, uma pequena amostra de sangue é retirada. São registradas informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas), que ficam armazenados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea — Redome, terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo.

Basta ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite) e não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide). O cadastro permanece ativo no Redome até os 60 anos de idade, podendo ser selecionado ao longo da vida para ajudar pacientes que não encontram na família um doador. Por este motivo, é imprescindível manter os dados atualizados.

 

Locais para cadastro no Rio de Janeiro
(Levar documento de identidade)

Núcleo de Hemoterapia do Hospital Universitário Pedro Ernesto – UERJ
Boulevard 28 de setembro, 109 - Vila Isabel - Rio de Janeiro, RJ - CEP: 20551-030
(21) 2868-8134
Segunda a sexta - exceto feriados
Das 8h às 15h

Banco de Sangue do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva
Praça Cruz Vermelha, 23 - 2º Andar - Centro - Rio De Janeiro, Rio De Janeiro - CEP: 20230-130
(21) 3207-1580 / 1021
Segunda a sexta das 7h30 às 14h30
Sábado das 8h às 12h