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Com reestruturação e tecnologia, Estado está mais preparado para epidemias, diz secretária Claudia Mello
Com reestruturação e tecnologia, Estado está mais preparado para epidemias, diz secretária Claudia Mello

Secretária de Saúde participou de oficina sobre emergências promovida pelo Ministério da Saúde para Estado e municípios

 

A secretária Estadual de Saúde, Claudia Mello, e técnicos da SES-RJ participaram, nesta terça-feira (19/03), do primeiro dia da oficina “Preparação, Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública”, promovida pelo Ministério da Saúde. O objetivo do evento, realizado no Windsor Guanabara Hotel, no Centro do Rio, é promover o fortalecimento da Vigilância em Saúde no Estado do Rio de Janeiro por meio do aprimoramento das práticas de detecção, notificação, investigação e resposta aos eventos e agravos de saúde pública.

Na abertura do encontro, a secretária Claudia Mello relembrou o processo histórico da Vigilância Epidemiológica no Rio de Janeiro e enalteceu a evolução tecnológica, que permitiu a construção do Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ). “É muito gratificante perceber o quanto evoluímos ao longo desses últimos anos. Num passado recente, nós fazíamos avaliações das emergências por meio de planilhas manuais, em excel. Hoje, com o avanço da tecnologia, conseguimos trabalhar em rede e assim produzir informações estruturadas para que a gestão possa tomar decisões mais oportunas”, pontuou a secretária.

Claudia Mello afirmou ainda que o processo de migração para o digital segue constante, e resgatou as experiências vividas ao longo da pandemia da Covid-19. “Avançamos muito, mas não temos ainda a transformação que a gente deseja. Queremos mais, especialmente nos grandes desafios que temos pela frente, como o resgate da cobertura vacinal. Sabemos que outros cenários de pandemia virão, e quando esse momento chegar, estaremos bem mais estruturados. A Covid-19 nos deixou muitas lições”, completou.

Representante do Ministério da Saúde, Rachel Proença elogiou o modelo de trabalho de detecção de agravos à saúde e de monitoramento do Centro de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde (CIEVS), que integra o CIS-RJ. “É muito evidente o quanto o estado do Rio de Janeiro é robusto com relação às suas redes de vigilância. O nosso papel, como Ministério da Saúde, é atuar em conjunto, numa construção de um plano de ação para fortalecer ainda mais as estruturas nas respostas às emergências”, explicou.

Rachel também ressaltou a preocupação global com uma nova pandemia, e que todas as esferas (federal, estadual e municipal) precisam estar preparadas para minimizar os impactos à população. “Temos tido mais emergências com intervalos entre elas cada vez menores. As discussões internacionais não são mais sobre se teremos uma próxima pandemia, mas quando ela acontecerá. Por isso, desde já, é preciso pensar quais são as estratégias para que o resultado seja melhor com o que tivemos na Covid. É importante identificar onde a gente falhou, onde a gente poderia ter sido melhor e implementar ações para que a gente consiga avançar”, refletiu a representante do MS.

Na apresentação aos alunos, Rachel Proença detalhou a metodologia do Ministério da Saúde por meio do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP/MS). A assessora técnica debateu os principais eixos a serem abordados na capacitação, dentre eles: a detecção e o monitoramento das emergências, o estabelecimento de um plano de resposta - proporcional e em tempo oportuno -, as ações de vigilância em saúde, articulação coordenada, a promoção de estratégias e o fortalecimento das capacidades básicas.

As superintendentes da SES-RJ Silvia Carvalho e Luciane Velasque também fizeram uma explanação sobre a dinâmica da secretaria, os fluxos de trabalho no setor de emergências e a automatização dos dados. De acordo com as gestoras, o modelo digital permite melhor visualização, modelagem e predição das informações, contribuindo nas tomadas de decisões.

Mais de cem profissionais, entre técnicos da SES-RJ e de órgãos municipais, participaram deste primeiro dia de oficina. Dentre eles, integrantes de setores como a Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Laboratorial, Ambiental, da Saúde dos Trabalhadores, Vigilância Epidemiológica Hospitalar, Assistência em Saúde, além de pontos focais do Vigidesastres, entre outras redes.

Como resultado do curso, o Ministério da Saúde espera que o estado desenvolva um Plano de Ação, a partir dos pontos elencados, visando ao aprimoramento de processos de trabalho relacionados ao tema proposto. A apresentação da metodologia da oficina foi apresentada por Joelma Ferreira Gomes Castro, também integrante do DEMSP/MS.