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Secretaria de Saúde lança E-book Monkeypox para orientar profissionais de saúde
Secretaria de Saúde lança E-book Monkeypox para orientar profissionais de saúde

Livro eletrônico traz informações e imagens que vão auxiliar no diagnóstico e no manejo dos casos, além dos cuidados com a doença

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicou o E-book Monkeypox voltado para profissionais da área da saúde sobre os cuidados com a doença. O documento traz orientações sobre as características dos casos, método de diagnóstico, coleta e transporte das amostras, formas de transmissão, medidas de prevenção, tipo de exposição, entre outras informações que vão auxiliar os trabalhadores no manejo e atendimento aos pacientes. O livro está disponível no endereço: https://datastudio.google.com/reporting/bd212168-2f5b-49f3-b4e1-8529ffbc570a/page/p_55jso4e1wc .

- Os profissionais de saúde geralmente são os primeiros a terem contato com pacientes infectados e acabam ficando mais expostos à doença. Por isso, neste momento em que ainda não temos vacina para protegê-los, esse livro eletrônico traz informações fundamentais. Eles poderão consultar o documento sempre que necessário, tirando suas dúvidas e tomando os cuidados certos para evitar a contaminação – afirmou o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

O livro apresenta um compilado de informações extraídas da nota técnica nº 46/2022 (CGPAM/DSMI/SAPS/MS) do Ministério da Saúde, além de galeria de imagens de casos confirmados de Monkeypox que servirão para ajudar os profissionais no diagnóstico da doença.

De acordo com o E-book, até o momento, a maior parte dos casos descritos neste surto são em homens e a principal forma de contágio descrita é o contato pele-pele, pele-mucosa ou mucosa-mucosa com indivíduos que apresentam lesões. Descreve-se também a possibilidade de transmissão de gotículas e aerossóis, em que o vírus entraria pelo trato respiratório. Neste caso, o livro sugere ser necessária uma maior exposição para o contágio durante o contato íntimo. Há casos relatados também em que o contágio ocorreu por meio de contato com objetos e substâncias contaminadas, mas são minoria. A erupção pode começar nas áreas genital e perianal e nem sempre se dissemina para outras partes do corpo. Os sintomas podem ser leves ou mesmo ausentes. Por isso, além da avaliação clínica, o Ministério da Saúde recomenda a realização de teste de biologia molecular (qPCR e/ou sequenciamento).

A transmissão se dá na fase em que as lesões de pele estão ativas, no contato próximo com o paciente. Mas o período de transmissão pode variar, sendo que, em geral, termina quando as lesões cicatrizam completamente.

Estudos apontam que a transmissão sexual também pode ser uma via de contágio, não só pelo contato com mucosas lesionadas, mas pelo fato de o vírus ter sido identificado em material seminal. Assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda abstinência sexual na fase de lesões não cicatrizadas e uso de preservativo para qualquer forma de ato sexual nas 12 semanas subsequentes à cura das lesões.

Pacientes com infecção suspeita ou confirmada por Monkeypox devem fazer isolamento domiciliar, preferencialmente em quarto individual, e não compartilhar banheiro. É importante também o uso de máscara para os pacientes com casos confirmados. Para os profissionais de saúde, o uso do equipamento de proteção individual é fundamental especialmente para aqueles que interagem com um paciente com suspeita ou confirmação da doença.

Desde o primeiro caso suspeito registrado no estado, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da SES faz o monitoramento diário dos casos, em parceria com os laboratórios de referência da Fiocruz e da UFRJ e as secretarias municipais de Saúde.

A SES emitiu notas técnicas no sentido de orientar as ações a serem adotadas diante de um caso suspeito, assim como proceder o monitoramento dos pacientes confirmados. A Secretaria vem realizando também constantes campanhas informativas em seus canais de comunicação para esclarecer a população sobre sinais e sintomas da doença e formas de prevenção.

Importante ressaltar que, embora a doença tenha sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais.