Postos recebem apenas pessoas encaminhadas por unidades de saúde
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) está ampliando a capacidade de coleta de amostras para o diagnóstico de Monkeypox no estado. O serviço funcionará de segunda a sexta-feira para receber pessoas encaminhadas por unidades de saúde das redes pública e privada, mediante a notificação em sistema de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde (https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=ER7Y39373K). Não há atendimento clínico nos postos de coleta.
O primeiro posto começou a funcionar, na tarde desta sexta-feira (19.08), no IASERJ Maracanã, na Zona Norte do Rio. Na próxima terça-feira (23.08), outro posto, anexo à UPA Colubandê, em São Gonçalo, também passa a oferecer o serviço.
Ao longo da próxima semana, em parceria com a Prefeitura de Nova Iguaçu, um terceiro posto de coleta será aberto no Centro de Saúde Vasco Barcelos, como referência regional, atendendo aos municípios da Baixada que não possuem serviço de coleta. Além desses, a coleta também é realizada no Núcleo de Enfrentamento e Estudos de Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes, da UFRJ, que atua em parceria com a SES.
Serviços públicos e privados podem entrar em contato com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-RJ) para esclarecer dúvidas sobre casos excepcionais. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, pelo telefone 2333-3852.
Posso procurar atendimento médico nos postos de coleta de amostras que estão sendo montados?
Não. Esses postos são centros de apoio diagnóstico, abertos para apoiar as unidades de saúde na coleta de material e envio para os laboratórios de referência. Apenas pessoas encaminhadas por unidades de saúde das redes pública e privada, após exame clínico que indique a suspeita da infecção, poderão realizar a coleta. O agendamento para coleta de material será feito mediante a notificação em sistema de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde (https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=ER7Y39373K). Os links estão disponíveis no site da SES (www.saude.rj.gov.br).
Onde devo ir se tiver algum sinal ou sintoma suspeito de Monkeypox?
Aqueles que apresentam os sintomas compatíveis com Monkeypox devem buscar a unidade básica de saúde (clínica da família ou centro municipal de saúde) mais próxima da sua residência para ser avaliado por um médico.
Como os demais municípios que não têm postos de testagem devem proceder?
Todos os municípios do estado podem contar com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde para a coleta e processamento do material. O agendamento deverá ser realizado pela internet.
Como é o exame para diagnóstico da doença?
O exame realizado é de biologia molecular. O material coletado é a secreção ou a crosta das lesões, o que é feito com um swab (cotonete prolongado), posteriormente armazenado num tubo seco para transporte até o laboratório.
O que será feito com o material coletado?
As amostras serão recebidas pelo Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ) e enviadas para análise nos laboratórios de referência.
Fiz o exame. O que faço em seguida?
Após o atendimento nos postos de coleta do estado, o paciente deverá retornar à unidade de saúde onde ele recebeu atendimento médico para saber o resultado do teste. Até o resultado do exame, mantenha o isolamento.
Como acontece a transmissão da doença?
A Monkeypox é uma doença viral e sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com um animal ou humano infectado, ou com material corporal humano contendo o vírus. O vírus também pode infectar as pessoas através de fluidos corporais, contato com a lesão ou contato indireto com o material da lesão. Importante ressaltar que, embora a doença tenha sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais.