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Secretaria de Estado de Saúde reforça necessidade de atenção para febre maculosa
Secretaria de Estado de Saúde reforça necessidade de atenção para febre maculosa

É comum que os casos apresentem alta entre os meses de setembro e outubro

 

A Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SUBVAPS), informa que foram notificados na região Noroeste do Estado cinco casos de Febre Maculosa brasileira (FMB): 3 em Itaperuna, 1 em Porciúncula e 1 em Natividade. Este último caso evoluiu para óbito. A SES ressalta que os dados foram obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação em (21/09) e estão sujeitos à revisão.

É comum, neste período do ano, que os casos de febre maculosa apresentem alta entre os meses de setembro e outubro. Diante deste cenário, a SES-RJ oferece apoio aos municípios nas ações de investigação e manejo dos pacientes suspeitos de FMB.

Eles foram orientados a procurar identificar os prováveis locais de infecção e realizar uma pesquisa no ambiente, para busca de vetores da doença. Além disto, a pasta realizou reuniões com as secretarias de saúde locais nos dias 19 e 20 com o objetivo de orientar os técnicos municipais das vigilâncias epidemiológica e ambiental, atenção primária à saúde, médicos e enfermeiros da assistência, abordando temas como notificação, investigação de casos e de ambiente, diagnóstico e tratamento oportunos da Febre Maculosa.

 

Diagnóstico precoce pode salvar vidas

A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa febril aguda, caracterizada por início abrupto, com febre alta, cefaleia, mialgia e prostração, podendo ser seguida de exantema.

É causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitida aos seres humanos principalmente por carrapatos, especialmente os do gênero Amblyomma. Em seu estágio inicial, se o diagnóstico for rápido, a doença tem alta taxa de recuperação.

Quando o diagnóstico demora a ser feito, a Febre Maculosa Brasileira apresenta elevada taxa de letalidade (cerca de 40%), que pode ser explicada por ser tratar de doença pouco conhecida e por apresentar sinais e sintomas similares aos de outros agravos, como as arboviroses e leptospirose, dificultando seu diagnóstico.

A FMB ocorre em todo o Estado do Rio de Janeiro e a SES-RJ emite alertas aos municípios e pessoas em trânsito (viagem), notadamente os adeptos de ecoturismo. As recomendações não se limitam às secretarias municipais de saúde e se estendem à população em geral.

 

Confira as Medidas Gerais de Proteção contra a Febre Maculosa para a População

  • A principal medida preventiva consiste em evitar contato com carrapatos.
  • Sinalizar (colocar placas ou cartazes com medidas de proteção) as áreas consideradas como de transmissão para a febre maculosa;
  • Evitar caminhar, sentar e deitar em gramados e em áreas de conhecida infestação de carrapatos durante atividades de lazer como piqueniques, pescarias, etc.;
  • Quando for inevitável o acesso a essas áreas de possível infestação, é recomendável que seja realizada uma vistoria no corpo, em busca de carrapatos, em intervalos de 3 horas. A retirada dos carrapatos diminui o risco de contrair a doença;
  • Utilizar barreiras físicas, como calças compridas, com a parte inferior por dentro de botas ou meias grossas; utilizar roupas claras para facilitar a visualização e retirada dos carrapatos. Estas são algumas medidas práticas e simples para prevenção quando se frequenta ambientes favoráveis à presença desses ectoparasitas;
  • Os carrapatos devem ser retirados com leves torções e com auxílio de pinça, evitando contato com as unhas e o seu esmagamento. Descartá-los em álcool. As formas jovens desses animais, por serem muito pequenas e de difícil visualização, tendem a permanecer mais tempo aderidas ao corpo, facilitando a transmissão da bactéria responsável pela ocorrência da doença;
  • O uso de equipamentos de proteção individual para atividades ocupacionais como capina e limpeza de pastos também é importante. Além disso, é recomendado o uso de repelentes à base de uma substância chamada Icaridina, conforme orientações de profissional médico veterinário e na bula do produto;
  • Além dos cuidados de aspecto individual, também é importante providenciar a utilização periódica de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme recomendações do profissional médico veterinário, evitando que animais tão presentes no cotidiano das pessoas fiquem infestados;
  • Realizar limpeza e capina periódica de lotes não construídos e de áreas públicas com cobertura vegetal;
  • Manter vidros e portas fechados em veículos de transporte nas áreas com risco de infestação por carrapatos.