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SES homenageia profissionais de saúde que estão lutando contra o Coronavírus desde o início da pandemia
SES homenageia profissionais de saúde que estão lutando contra o Coronavírus desde o início da pandemia

Conheça a história de mulheres que se desdobram no trabalho para ajudar o próximo

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) está homenageando as mulheres que estão lutando contra o Coronavírus desde o início da pandemia, sem parar. Não só no dia 8, Dia Internacional da Mulher, mas durante todo o mês de março, estamos postando nas nossas redes os perfis de algumas profissionais que não pararam de trabalhar em momento algum.

Por isso, elas tiveram que se afastar de seus familiares, dos amigos, porque sabiam que seus trabalhos salvariam vidas. É o caso de Viviane Quintão, de 35 anos. Médica rotina do Centro de Terapia Intensiva (CTI), do Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), a profissional se emociona ao lembrar de tudo que passou neste um ano de pandemia.

"Eu fui a única mulher do setor que não ficou doente. Foi uma fase muito difícil. Os funcionários adoecendo, perdendo pacientes, sentindo medo, e eu precisava dar apoio, dar força para a equipe seguir em frente. Fiquei afastada dos amigos e dos familiares. Minha mãe já faleceu, mas meu pai é vivo, e fiquei seis meses sem vê-lo. Nesta rotina, você fica triste, se sente sozinha. Em muitos momentos, eu queria o colo do meu pai, mas eu sabia que não podia colocá-lo em risco. Sinto orgulho por estar nesta batalha, ajudando o próximo", conta.

A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, doutora Cláudia Mello, também está trabalhando dobrado. Aos 57 anos, ela coordena uma equipe que compila, cruza e divulga dados epidemiológicos que são decisivos para tomada de grandes decisões, como adotar medidas restritivas mais rígidas. São dados que informam também a população sobre a pandemia e trazem transparência para este momento.

"Para dar conta dessa demanda que a pandemia gerou, a equipe teve que trabalhar intensamente. Estou 24 horas ligada, todos os dias da semana. Meu horário de trabalho é das 8h às 20h. Às vezes mais. Pra mim, ser uma mulher e estar liderando este departamento é um orgulho muito grande. Eu cheguei a uma posição que eu nunca pensei em chegar. Quem sempre acreditou muito em mim era a minha mãe. Eu era muito tímida, não falava com ninguém, e a medicina me fez mudar isso. E a minha mãe acreditava desde o início. Então, acho que é orgulho da minha mãe, como mulher, por ter me feito mulher, e vitoriosa por eu ter chegado onde cheguei. Dedico a ela, que morreu há sete meses, aos 82 anos, a minha luta", afirma a profissional.

Quando olha no espelho, a enfermeira do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, Diméia Evangelista, de 43 anos, sente orgulho de estar lutando pelo próximo, mas também reforça a responsabilidade que seu trabalho carrega.

"A gente vem trabalhar porque a gente ama o que a gente faz. O coração fica na mão pelo risco de levar alguma coisa para a família da gente. Neste momento, eu me sinto uma heroína. Sou mulher, sou negra, não sou rica, minha classe social não é privilegiada, trabalho muito para conseguir as minhas conquistas, e eu me sinto muito orgulhosa de estar aqui, contribuindo na vida das pessoas de forma positiva. A gente está aqui pelo paciente. A partir do momento que ele dá entrada, torna-se responsabilidade nossa. É a gente quem zela pela vida dele".

O peso da responsabilidade da profissão é algo que a cirurgiã geral Livia Rodrigues entende bem. A profissional, de 38 anos, é coordenadora da emergência do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e acabou ficando muito ausente dos cuidados com sua filha de 2 anos por trabalhar intensamente. Lidar com a saudade de sua pequena acabou sendo mais um desafio de seu dia a dia.

"Tenho uma filha pequena. Tive que contratar uma pessoa para ficar lá em casa e cuidar dela enquanto eu cuidava dos meus pacientes. Isso é muito difícil pois, quando saio do hospital, continuo ligada no celular, sigo trabalhando. Durante muito tempo, trabalhei por 24 horas. Nestes momentos, a família fica prejudicada. O coração fica partido. Eu morro de saudades e vejo que ela fica frustrada, mas não tem jeito, faz parte. Sinto que estou cumprindo o meu dever. Faço o que tem que fazer, muitas vezes sem nem pensar. A gente se joga e se entrega por inteiro, com a certeza que essa atitude pode salvar uma vida".

 

Confira os perfis destas e outras profissionais em @saudegovrj

 

Texto de Carmen Lúcia