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Secretaria de Estado de Saúde promove palestras sobre prevenção da gravidez na adolescência
Secretaria de Estado de Saúde promove palestras sobre prevenção da gravidez na adolescência

Ações presenciais e on-line, no Hospital Estadual da Mulher e no Hospital Estadual da Mãe, são voltadas para pacientes e funcionários

 

Aos 15 anos, Letícia Gonçalves Nunes está em sua primeira gestação. Ela é uma das participantes da Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência, promovida pelo Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita. Até sexta-feira (05), a programação com palestras também acontece no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti. Além disso, panfletos e murais informativos fazem parte das ações voltadas para pacientes e funcionários, com objetivo de que se tornem multiplicadores das condutas preventivas, já que a reincidência gestacional em adolescentes é uma realidade.

— Estou grávida de três meses, e fui convidada pela equipe do Hospital da Mãe para participar das palestras. Já estive em uma e me inscrevi para a próxima, pois estou gostando muito. Quero elogiar também a equipe do hospital, que sempre me atende muito bem — comenta Letícia.

O Hospital Estadual da Mãe também montou um mural informativo para a mãe adolescente, destacando dicas e orientações de forma dinâmica. Durante esta semana, a equipe multiprofissional da unidade ainda irá distribuir folders para esclarecer sobre os riscos e consequências da gravidez na adolescência.

— A unidade também conta com o Centro de Acolhimento à Mãe Adolescente (CEAMA), um grupo realizado semanalmente. Nele, as gestantes têm suas dúvidas e necessidades atendidas por uma equipe multidisciplinar composta, entre outros, por médicos, psicólogos e assistentes sociais. No Hospital Estadual da Mãe, em 2020, 12% dos partos realizados foram em meninas de 10 a 19 anos — explica Juliana Montenegro, da Coordenação de Qualidade do Hospital da Mãe.

O Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart também é conhecido pelo atendimento de adolescentes em período de gestação, assim como pelo seu trabalho de conscientização quanto à prevenção. Este ano, as palestras têm dois formatos: virtual, para informar as adolescentes da importância do tema, e outro presencial, para os funcionários da unidade. Em anos anteriores, a ginecologista e obstetra Ana Teresa Derraik Barbosa, diretora clínica da unidade. também realizou encontros falando sobre sexualidade com o objetivo de reduzir os índices de gravidez entre adolescentes, além de orientar sobre prevenção ao contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e situações de violência.

— Em média, 20% dos partos realizados no Hospital Estadual da Mulher são de gestantes com menos de 19 anos. E algumas destas jovens, inclusive, já estão no segundo filho. Portanto, entendemos que abrir esse diálogo com elas e também com nossos funcionários é muito importante. Através da palestra, temos a oportunidade de mostrar que prevenir uma gravidez não planejada pode gerar muitos benefícios, e melhores oportunidades para a vida destas jovens — diz a Dra. Ana Teresa.



Sexualidade sem Caô

Outra ferramenta de informação em saúde importante para adolescentes e jovens é o aplicativo “Sexualidade Sem Caô”. Idealizado pela Gerência de IST/HIV e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com a Unesco e o Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), tem o objetivo de promover informações sobre saúde sexual, o conhecimento de unidades de saúde com ações na área e permitir acesso à informação técnica e relevante sobre o assunto. O aplicativo está disponível para dispositivos Android e, em breve, estará disponível para dispositivos IOS.

O app oferece informações variadas sobre o tema: um quiz para avaliar a saúde sexual do usuário e outro, chamado “Fato ou Fake”, no qual é possível medir seus conhecimentos no assunto. Também são apresentadas informações a respeito de onde encontrar serviços de saúde como testes, tratamentos e orientação.

Segundo Denise Ribeiro, gerente de IST/HIV e Hepatites da SES-RJ, a ideia do desenvolvimento do app “Sexualidade sem Caô” veio da necessidade de oferecer informações para os jovens em um formato e linguagem adequados a esse público.

— Os jovens vão atrás de informações e nós nunca temos a certeza da qualidade da fonte. O conhecimento é muito importante para uma vida sexual saudável e para a prevenção de doenças, mas é necessário que a informação esteja correta — explica Denise.