Podcast da Secretaria de Estado de Saúde destaca que diagnóstico precoce minimiza casos de deformidades e sequelas
O mês de janeiro é marcado pela conscientização do diagnóstico precoce da hanseníase, doença que tem cura e tratamento gratuito pelo SUS. Por anos, a doença foi culturalmente estigmatizada pelo preconceito. Campanhas e políticas públicas têm sido essenciais para ampliarem a visibilidade para a causa. Assim, unidades de saúde, como o Hospital Estadual da Mulher, em São João de Meriti, e também o Maracanã foram iluminados de roxo, cor que simboliza o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, em ação promovida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
- Os últimos dados analisados sobre hanseníase demonstram que 5,6 pacientes são detectados com a doença a cada 100 mil habitantes. Esse índice deixa o Estado do Rio de Janeiro na faixa média de ocorrências, mas o que deve ser observado é que os casos são identificados, geralmente, no grau de capacidade 2, com sequelas irreversíveis - destaca Maria Eugênia Noviski Gallo, médica dermatologista, hansenologista e técnica da Gerência Estadual de Hanseníase, da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Esse cenário tende a ser alterado com o aumento da visibilidade e da disseminação de informações sobre a hanseníase. A doença tem tratamento relativamente simples, gratuito e eficaz, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sinais como manchas com alteração de coloração na pele e perda de sensibilidade e/ou formigamento nas extremidades (pés e mãos) podem levar ao diagnóstico precoce. A pele é acometida em cerca de 90 a 95% dos casos. Além disso, outros sinais podem ser observados, como a perda de pelos nas sobrancelhas, sensação de nariz entupido, assim como a redução da força muscular nos pés e nas mãos.
- A hanseníase é uma doença infecciosa, mas, assim que diagnosticada e iniciado o tratamento, o risco de contaminação reduz de forma considerável. Há dois perfis de pacientes: os que apresentam mais resistência à bactéria e, por isso, têm a doença de forma mais branda, e os que são acometidos por alta carga bacilar. Nos dois casos, o tratamento é feito com medicação específica em unidade de saúde e outras para uso domiciliar, geralmente pelo período de seis a 12 meses - ressalta Sandra Durães, membro da Gerência Estadual de Hanseníase, da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Essas e outras informações sobre a hanseníase estão disponíveis em um episódio do podcast Saiba Saúde, elaborado pela SES ( anchor.fm/saibasaude ).
Janeiro Roxo - A iluminação de unidades de saúde e monumentos na cor roxa é uma forma simbólica de dar visibilidade à importância do diagnóstico precoce da hanseníase. O Maracanã, teve suas estruturas iluminadas de roxo, no último domingo, dia 31/01, em uma parceria com a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
No Brasil, a Lei nº 12.135/2009 instituiu o último domingo do mês de janeiro Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, com o objetivo de conscientizar quanto às medidas de prevenção e controle, bem como desmistificar as situações de preconceito.
Para saber mais, acesse o podcast preparado pela Secretaria de Estado de Saúde: anchor.fm/saibasaude