Encontro reuniu equipes de Vigilância Epidemiológica, coordenação da área técnica da mulher e maternidades
Em 2022, o último dado consolidado mostrou que ocorreram 119 mortes maternas nas unidades hospitalares da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), uma redução de 36,9% com relação a 2021, quando ainda havia a pandemia e 322 mulheres perderam a vida. Mesmo com esta diminuição, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES/RJ), com objetivo de estancar o registro destes óbitos e possibilitar a adoção de medidas para a prevenção das chamadas - tecnicamente - de “mortes evitáveis”, deu início, nesta quarta-feira (10/05), no auditório do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, Centro do Rio, ao processo de reativação dos Comitês Municipais de Óbitos Maternos da Região Metropolitana I. Para isso, a SES promoveu encontro para alinhamento com membros desses organismos, equipes de Vigilância Epidemiológica, coordenação da área técnica da mulher e maternidades.
Os comitês exercem papel importante de controle social, pois congregam instituições governamentais e da sociedade civil, cuja área de atuação é a saúde da mulher. São organismos de natureza interinstitucional, multiprofissional e confidencial que visam analisar todos os óbitos maternos e apontar medidas de redução. Representam, também, um importante instrumento de acompanhamento e avaliação permanente das políticas de atenção à saúde da mulher.
- Os Comitês de Mortes Maternas são instrumentos relevantes de prevenção, pois reúnem registros fundamentais para entender a magnitude da ocorrência, da causa e da implantação de medidas preventivas. Nas maternidades do estado, cumprimos a determinação do Ministério da Saúde, por meio da Portaria GM no 1.119/2008, de investigar, em 120 dias, um óbito a partir de sua ocorrência. Hoje, não temos casos represados – destacou a Subsecretária de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Cláudia Mello.
O coordenador da Saúde das Mulheres da SES-RJ, Antônio Braga, destacou a importância do papel dos comitês no enfrentamento aos óbitos maternos, e quais são os desafios e as expectativas.
- Quando ocorrem valores elevados de mortes, o serviço de planejamento reprodutivo, de assistência pré-natal, de parto e de puerpério não está sendo prestado de forma satisfatória. Nosso objetivo é realizar monitoramento permanente dos casos com os comitês, promover a cooperação e apoio técnico, além da investigação epidemiológica dos históricos das mães para reduzir os óbitos – ressaltou Braga.
Carlos Arany, sanitarista da Vigilância Epidemiológica de Mortalidade da Secretaria de Saúde, elogiou a realização do encontro.
- Estamos reunindo profissionais da Vigilância Epidemiológica e atenção primária para investigar os indicadores de hipertensão gestacional e hemorragias, entre outros, para entender melhor os casos e números – frisou Arany.
A Região Metropolitana I é formada pelos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Seropédica.