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Governo do Estado estabelece novos critérios para relatório de emissão de gases de efeito estufa

Governo do Estado estabelece novos critérios para relatório de emissão de gases de efeito estufa
Governo do Estado estabelece novos critérios para relatório de emissão de gases de efeito estufa

Aprovação de norma operacional do Inea promove avanços na agenda climática fluminense e no processo de licenciamento ambiental
 

No último dia 30/11, o Governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu mais um avanço na agenda climática fluminense e no licenciamento ambiental estadual. A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conema) aprovaram a Norma Operacional 52, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que estabelece novos critérios para os relatórios submetidos ao Programa de Relato de Emissões de Gases de Efeitos Estufa e amplia sua obrigatoriedade a determinados empreendimentos municipais.

O documento atualiza a resolução nº 64/2012 do Inea a fim de aumentar a cobertura do programa e expandir seu banco de dados. Ao ter sido aprovado pelo Conema, as novas diretrizes passam a valer para todos os municípios vinculados às atividades previstas na norma, e não somente as licenciadas pelo órgão ambiental estadual como antes.

O Programa de Relato de Emissões de Gases de Efeitos Estufas tem como objetivo fornecer informações para o cadastro estadual de emissões no Rio de Janeiro sobre os impactos desses gases. A ideia é construir um banco de dados temático que auxilie no desenvolvimento de políticas públicas em prol das questões climáticas fluminenses.

“A Norma Operacional nº 52 não só leva em conta o bem-estar fluminense, como também dialoga diretamente com o 13º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, relativo ao enfrentamento das mudanças climáticas. Mais uma vez o Estado do Rio de Janeiro não mede esforços para se alinhar às proposições globais da Agenda 2030 em busca de um planeta mais saudável para todos”, celebrou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, José Ricardo Brito.

Além disso, a nova norma permite a adesão voluntária de empreendimentos ao programa, estendendo o envio dos relatórios a iniciativas que não têm a documentação como pré-requisito para sua atuação, a fim de incrementar o volume de informações armazenadas pelo instituto.

O documento surge para somar ao lançamento da plataforma de submissão dos relatos, que será lançada no primeiro semestre de 2023. A nova ferramenta do Inea permitirá que o empreendedor reporte todos os valores requeridos pelo órgão de forma totalmente digitalizada. Assim, a comunicação se torna mais rápida e o procedimento mais fácil para o empreendedor e para o instituto.

A iniciativa também atua em prol dos processos de licenciamento ambiental promovidos pelo Inea, pois reúne informações importantes quanto ao impacto ambiental em um só espaço – tornando o procedimento mais ágil e assertivo.

“Com a atualização da norma operacional em conjunto com a nova plataforma online desenvolvida pelo Inea, conseguiremos trabalhar de forma ainda mais efetiva nas políticas de mitigação dessas emissões e alcançar o mérito de carbono neutro no Estado do Rio de Janeiro”, explicou o engenheiro florestal especialista em mudanças climáticas e assessor técnico do Inea, Telmo Borges.

Diversos empreendimentos dos setores de transporte, como portos, aeroportos e transportes rodoviários de carga, também passam a se reportar ao programa de forma obrigatória com a decisão. A categoria é uma das principais emissoras de gases de efeito estufa no Estado e, a partir da mudança, é possível mapear possíveis alternativas para a redução dos efeitos poluidores.

A Norma Operacional 52, idealizada pela Diretoria de Segurança Hídrica e Qualidade Ambiental (Dirseq), através da Gerência de Qualidade do Ar (Gerar) do Inea, atende aos objetivos previstos na Política Estadual de Mudanças do Clima, que propõe metas claras e estratégicas para o enfrentamento dos impactos causados pela alteração climática. Com isso, o Governo do Estado trabalha para frear as emissões de gases de efeito estufa e elevação da temperatura do planeta, contribuindo para a mitigação dos impactos a nível global.

Para acessar o documento na íntegra, bem como os empreendimentos previstos para envio dos relatórios, clique aqui.