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Inea promove mutirão de limpeza em mangue na capital fluminense

Inea promove mutirão de limpeza em mangue na capital fluminense
Inea promove mutirão de limpeza em mangue na capital fluminense

Ação em comemoração à Semana do Ambiente retirou 136 quilos de resíduos em Guaratiba e reforçou agenda de conservação de ecossistemas costeiros

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu, nesta segunda-feira (1/6), em celebração à Semana do Ambiente, um mutirão de limpeza de manguezal na Reserva Biológica Estadual de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. A ação retirou cerca de 136 quilos de resíduos do ecossistema e reforçou a importância da conservação de áreas estratégicas para a biodiversidade e o enfrentamento das mudanças climáticas. A unidade também está entre as contempladas pelo programa Florestas do Amanhã, que prevê a restauração de 11 hectares de manguezal na reserva ainda este ano.

Realizada em parceria com o projeto Regenera Guará, o mutirão mobilizou equipes da unidade de conservação em um dos principais remanescentes de manguezal da Região Metropolitana. Considerado o berçário da vida marinha, o manguezal serve de abrigo e área de reprodução para diversas espécies de peixes, crustáceos e aves migratórias, além de contribuir para a proteção da linha costeira, a prevenção de inundações e o armazenamento de carbono.

– O manguezal é um dos ecossistemas mais importantes que temos. Ele protege a biodiversidade, ajuda a reduzir os impactos das mudanças climáticas e presta serviços ambientais fundamentais para a população. Esta ação simboliza um trabalho permanente de conservação que estamos fortalecendo com monitoramento, recuperação ambiental e investimentos em restauração em diferentes regiões do estado – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas.

Grande parte do lixo encontrado não foi descartado na própria reserva. Os resíduos chegam ao manguezal principalmente pelo Rio Piraquê, que nasce em Campo Grande, e também pelas correntes marinhas da região da Restinga da Marambaia, em um trajeto que pode levar anos. Com a maré alta, o material é transportado para o interior do mangue.

Além dos riscos à fauna, que pode ingerir ou ficar presa aos resíduos, o acúmulo de lixo compromete a regeneração natural do manguezal. As sementes de mangue precisam alcançar a lama para se fixarem e germinarem, mas a presença de resíduos cria uma barreira física que dificulta esse processo. A retirada desses materiais faz parte da rotina de monitoramento da reserva, sendo reforçada por ações conjuntas com parceiros e voluntários.

Enquanto fortalece a conservação em campo, o Estado também avança em iniciativas estruturantes para a recuperação desses ecossistemas, como o Florestas do Amanhã. A restauração dos 11 hectares de manguezal faz parte do investimento de R$ 60 milhões em parceria com o BNDES destinado à contratação de novos projetos de recuperação ambiental em áreas prioritárias do estado.

Além de Guaratiba, o programa já possui projetos contratados para restauração de manguezais no Parque Natural Municipal Barão de Mauá, em Magé, e na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim. De forma mais ampla, o Florestas do Amanhã já recuperou também mais de 400 hectares de Mata Atlântica em diferentes regiões fluminenses e tem a meta de restaurar outros 400 hectares ao longo deste ano.

O Rio de Janeiro integra ainda a coalizão internacional Mangrove Breakthrough, que busca ampliar a conservação e a restauração de manguezais em todo o mundo. A aliança tem como meta contribuir para a proteção e recuperação de 15 milhões de hectares desses ecossistemas até 2030, reconhecendo seu papel estratégico para a biodiversidade, a captura de carbono e a adaptação climática.