Degase inicia parceria profissionalizante na área de moda e sustentabilidade 

Degase inicia parceria profissionalizante na área de moda e sustentabilidade 
Equipe DIVPRO e Namah

Projeto Namah+Lab oferecerá curso completo para jovens que cumprem medidas socioeducativas e seus familiares

 

Na próxima quinta-feira (02/03), serão abertas, internamente, as inscrições para o novo curso oferecido pela Divisão de Profissionalização (DIVPRO) da Coordenação de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (COOECEL) do Degase. Trata-se do projeto Namah+Lab, que será realizado em parceria com a marca NAMAH e consiste em uma formação na área de moda e sustentabilidade, com foco no vestuário feminino e que desenvolve peças únicas a partir de sobras de tecidos. 

A iniciativa, que já atua no sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro, estará pela primeira vez no sistema socioeducativo. No Degase, o projeto será voltado especialmente para o público feminino, sejam as socioeducandas e também as mães, avós e mulheres familiares dos jovens que cumprem medidas socioeducativas nas unidades: Cense Professor Antonio Carlos Gomes da Costa (PACGC); Cense Dom Bosco e Escola João Luiz Alves (EJLA). O curso terá duração de três meses e as aulas serão oferecidas no campus da COOECEL, na Ilha do Governador.   

Com a meta de formar cerca de 80 socioeducandos e 10 familiares ligados a estes jovens até o final do ano de 2023, a NAMAH irá oferecer o curso completo com o seu time de professores, assim como promover a certificação de todos os participantes da formação.  A instituição parceira também cadastrará em seu banco de talentos os alunos que se destacarem nos cursos, com a possibilidade de contratá-los futuramente,  de acordo com o desempenho de cada um.  

Segundo a diretora da DIVPRO, Bianca Veloso, a parceria irá trazer muitos benefícios aos jovens e familiares, pois com a prática poderão trabalhar a criatividade, orientação para o trabalho e, para muitos alunos, a oficina poderá assumir ainda um tom terapêutico. 

- Esse trabalho articula um olhar sensível às desigualdades sociais e à segregação, assim como às questões relacionadas à produção, ao desperdício e à importância da sustentabilidade. Acreditamos muito na força do projeto e estamos prontos para iniciar as atividades – ressaltou a diretora. 

A proposta se volta não apenas para o ofício da costura, mas para estimular o conhecimento no campo do vestuário, da customização e reaproveitamento de tecidos, utilizando a moda como ferramenta de empreendedorismo, sustentabilidade e empoderamento.