Degase utiliza Hip Hop como instrumento de transformação social para socieducandos

Degase utiliza Hip Hop como instrumento de transformação social para socieducandos
Degase utiliza Hip Hop como instrumento de transformação social para socieducandos

Projeto difunde a cultura hip hop aos jovens como instrumento de inclusão social e transformação interpessoal.

Emergido no subúrbio, o hip hop, desde sua criação em meados da década de 70, afeta a vida de diversos jovens mostrando que seu movimento cultural pode ser uma ferramenta de expressão, ampliação de ideias e transformação pessoal. Motivo qual o Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), vinculado à Secretaria de Estado se Educação (Seeduc), realiza o projeto “Arte de transformar – Ainda dá tempo”, ação que tem como objetivo fazer com que os socieducandos conheçam o Hip-Hop como uma nova perspectiva de vida.

O projeto, coordenado por Matheus Caminha, ou Mathiolo, como prefere ser chamado, ocorre no departamento como forma de liberdade de expressão, abordando problemas sociais.

- Fomos convidados para realizar uma palestra e acabou rolando o convite para uma parceria com o Degase, aceitamos com muito orgulho. O movimento do Hip Hop vai além da dança, causa transformação nas pessoas e nós, do projeto, entendemos que cada um tem seu tempo, não dá para causar revolução em todos, mas a porta sempre estará aberta para eles – afirma o produtor executivo.

O movimento, que tem como base as críticas à desigualdade social, é considerado muito mais que um gênero musical, afinal, no Hip Hop diversos temas são abordados baseados na realidade de cada um, como é o caso da interna A. A. S., de 16 anos, transexual que atualmente cumpre medida no Centro de Socioeducação Professor Antônio Carlos Gomes da Costa (Cense PACGC).

- Antes de conhecer os meninos jamais imaginei que poderia viver da música, hoje já é o meu sonho e me vejo fazendo isso, graças a eles. Enquanto eles continuarem aqui, eu vou ter forças pra continuar escrevendo minhas letras e fazendo o que gosto. Minha meta é lançar 300 músicas.

Segundo diretor-geral do Degase, Victor Poubel, ações como essa beneficiam tanto os adolescentes quanto os profissionais.
- Dentro da nossa missão socioeducativa, o somatório de esforços traz o resultado de forma mais leve e eficaz. Oferecemos aos jovens caminhos para que a estadia dele aqui não se torne um fardo e eles percebam que a intenção do Degase é a do recomeço - destaca o diretor.

Produzir arte valorizando a representividade social é uma dinâmica que carrega alguns desafios, como, por exemplo, auxiliar a reconstrução do adolescente em sociedade.

- A cultura consiste em processos de humanização, conectando completamente com a nossa ideia de trabalho. Essa cena cultural dissemina equidade social e diversidade – finaliza o secretário de Estado de Educação, Alexandre Valle.