PREVENÇÃO NO DEGASE: COMPLETANDO 11 MESES DE PANDEMIA, DEPARTAMENTO SEGUE SEM VÍTIMAS FATAIS
Desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, o Degase formulou e colocou imediatamente em prática um plano de ação alinhado com todas as recomendações da Secretaria Estadual de Saúde e do Ministério da Saúde, para realizar o enfrentamento ao vírus dentro do sistema socioeducativo do Estado. Uma destas medidas foi a reorganização do fluxo de entrada dos adolescentes no Departamento: os atendimentos iniciais que eram feitos no anexo do Centro de Socioeducação Gelso Carvalho do Amaral (Cense GCA), localizado na Leopoldina, passaram a ser totalmente concentrados na Ilha do Governador.
Ao serem apreendidos, os jovens precisavam se deslocar por no mínimo três vezes: para o anexo Leopoldina, onde pernoitavam; em seguida eram conduzidos para a audiência de apresentação e, de acordo com a decisão judicial, caso fosse determinado o cumprimento de medida socioeducativa, o adolescente seguiria para o Cense GCA, unidade porta de entrada do Degase na Ilha do Governador.
Ainda no mês de março de 2020, com a execução da medida de semiliberdade suspensa em todo o Estado, em virtude da pandemia, o espaço físico do Criaad Ilha emprestou sua estrutura para a criação do Anexo Ilha do Governador, que assumiu as atividades da Leopoldina. Esta reorganização permitiu que todo o fluxo de entrada dos adolescentes no sistema socioeducativo estadual pudesse acontecer no mesmo local, inclusive com a criação de salas de audiências virtuais, evitando deslocamentos e aglomerações desnecessárias.
A iniciativa foi essencial para otimizar a logística e diminuir a demanda de transportes e demais situações em que adolescentes e servidores pudessem se expor ao vírus.
Após audiência de apresentação, que passou a acontecer virtualmente, o adolescente continuou sendo encaminhado para o Cense GCA, vizinho ao anexo Ilha, onde é realizada uma triagem inicial. Ainda no início da pandemia, a unidade teve 6 alojamentos totalmente reformados, passando por adaptações estruturais para acolher os novos socioeducandos de forma isolada e seguindo todos os protocolos sanitários.
No local, cada socioeducando é acolhido por uma equipe de profissionais que avaliam seu estado de saúde, além de ser mantido em uma quarentena de 14 dias antes do encaminhamento para outras unidades onde a medida socioeducativa será executada.
Durante o período de quarentena, são observados sintomas de síndrome gripal e caso haja suspeita de contaminação pelo vírus, o adolescente é encaminhado para o atendimento complementar por profissionais da rede de saúde.
Desde então, estas medidas foram mantidas e, nestes 10 meses, mostraram-se fundamentais para que fossem atendidos 1042 novos adolescentes até janeiro de 2021, não havendo nenhum caso de vítimas fatais, tanto entre adolescentes quanto de servidores do órgão.